
Já para o segmento de pneus para veículos leves as vendas diminuíram 20,8%, para 7,1 milhões de unidades na mesma base de comparação.
Na contramão do mercado original, o de reposição registrou crescimento das vendas em 10,5% nos dez meses acumulados do ano. Para o presidente da Anip, Alberto Mayer, embora o segmento de pneus para veículos de passei tenha crescido 16,3% no mercado de reposição, a tendência é de que este ritmo diminua nos próximos meses.
“Diante do cenário pessimista, de crédito restrito, o consumidor não está comprando carro novo e tem optado por manter o que já tem, realizando manutenções que levam, por exemplo, à troca de pneus. Como essa substituição não é feita todos os anos, há uma expectativa de que o mercado de reposição caia no médio prazo”, avalia Mayer.
No setor industrial, as vendas de pneus para máquinas apresentaram queda de 26,5% para pouco mais de 109 mil unidades. Segundo o presidente da entidade, a redução se deve à estagnação da indústria nacional refletindo na menor demanda do segmento.
Ainda no acumulado de dez meses, as exportações foram 6,9% menores do que o volume entregue em mesmo intervalo de 2014, embora tenha havido superávit de US$ 589 milhões por conta do saldo de 5,1 milhões de unidades na balança comercial.
“Há um esforço para se aumentar a exportação de pneus, porém a concorrência global é forte e o nosso produto enfrenta pesada carga tributária nas importações de matérias-primas que, somada à influência da variação cambial na composição dos preços e aos elevados custos operacionais do País, acabam limitando a competitividade do produto no exterior”, avalia Mayer.