
Já as vendas para o mercado de reposição se manteve em alta, com crescimento de 9% na mesma base de comparação, para 19,6 milhões de unidades entregues no acumulado. Por sua vez, a produção do setor também apresentou resultado positivo: houve leve incremento de 1,7%, para pouco mais de 30,4 milhões de unidades, com destaque para o aumento de 14% da fabricação de pneus industriais e de 8,6% nos pneus de veículos leves.
“Esperamos que o pacote de concessões anunciado pela presidente volte a animar o mercado. Entretanto, temos grande preocupação com os fracos índices da indústria brasileira”, pondera o presidente executivo da Anip, Alberto Mayer.
De acordo com a Anip, o perfil de venda por segmento – montadoras, reposição e exportação – mudou drasticamente nos últimos anos. Em 2006, considerando a média mensal, 40,73% do total de pneus fabricados no Brasil era destinado ao setor de reposição. No início de 2015, esta porcentagem alcançou 63,15%, em contrapartida a diminuição recente na produção de veículos. Por outro lado, a venda para OEM, que respondia por 26,4% do total em 2006, na média mensal, e em 2011 chegou a 31,7%, representou apenas 20,83% dos negócios registrados entre janeiro e maio deste ano.
“O crescimento da participação do mercado de reposição em relação ao total vendido por nossas associadas reflete o enfraquecimento da demanda das montadoras em virtude da redução de vendas que levaram inclusive a demissões, férias coletivas e layoffs como amplamente noticiado. O cenário é agravado pela diminuição da competitividade industrial brasileira, afetando o volume das exportações neste segmento que passou de 32,69% do total vendido pelos fabricantes no ano de 2006 para 15,85% neste início de 2015”, comenta Mayer.