
As vendas de pneus no Brasil recuaram 6,1% em janeiro quando comparadas com o mesmo mês do ano anterior, refletindo a queda tanto no mercado original (fornecimento às montadoras de veículos) quanto no de reposição. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 28, pela Anip, associação que reúne as fabricantes de pneus.
Em volumes, o total destinado a OEM fechou em 1,17 milhão no primeiro mês do ano, enquanto em janeiro de 2018 foram 1,22 milhão de unidades. Para o mercado de reposição, as entregas fecharam em 3,29 milhões contra os 3,54 milhões de pneus vendidos há um ano.
O resultado geral foi impactado pelo mau desempenho no segmento de automóveis. Em janeiro, as vendas de pneus para esta categoria recuaram 12,7%, com retração para ambos os mercados: original e aftermarket.
Para o presidente da Anip, Klaus Curt Müller, o fraco desempenho da indústria de pneus em janeiro é reflexo do mercado de veículos que foi menor com relação a dezembro.
“No primeiro mês do ano registramos retração nas vendas, assim como o mercado geral automotivo. Porém, seguimos com boa expectativa com relação a atitudes concretas do governo para aumentar a competitividade da indústria e das cadeias produtivas a fim de atrair mais investimentos, inovação e tecnologia para o mercado”, disse em nota o presidente executivo da entidade, Klaus Curt Müller.
Já no segmento de pneus de carga (para caminhões e ônibus), o volume vendido em janeiro foi 8,5% maior do que em mesmo mês de 2018, impulsionada pela demanda positiva das fabricantes de veículos, que compraram quase 40% a mais em um ano. Na reposição, houve leve aumento dos pedidos em 1,5%.
Da mesma forma, as vendas de pneus para veículos comerciais leves (VUCs entre outros) registrou crescimento de 3% no comparativo anual de janeiro, graças à demanda do mercado de reposição, que anotou aumento de 13,4%, ao contrário das vendas para montadoras, que recuaram 10%, sempre considerando as vendas de janeiro. Para motocicletas, a indústria de pneus registrou aumento de 1,2%.
A Anip informa ainda que a balança comercial do setor registrou superávit favorável em US$ 4,8 milhões, embora o volume de pneus importados foi de quase 1 milhão a mais do que o total de pneus exportados.