
A principal redução no mercado interno ocorreu no fornecimento de pneus de carga, com baixa de 40,9% nos volumes na comparação com o ano passado. Para a Anip, a queda é consequência do desaquecimento da economia e das dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros e transportadores para modernizar a frota. As exportações totais de pneus recuaram 17%, para 1,85 milhão de unidades, afetadas pela drástica queda de 29,5% nas vendas à Argentina. As importações também caíram como consequência da elevação do dólar em relação ao real. A redução foi de 29,6%, para 3,79 milhões de unidades no primeiro bimestre.
A associação da indústria de pneumáticos avalia que os resultados negativos refletem o cenário nebuloso da economia nacional, com a confiança do consumidor em baixa e o impacto causado pelos ajustes fiscais promovidos pelo governo. A situação se agrava com a falta de competitividade dos fabricantes locais para exportar pneus.
A Anip alerta que, apesar do contexto de contração nos negócios, a produção do setor teve sutil crescimento no primeiro bimestre. Houve alta de 1,1% para 11,83 milhões de unidades. Segundo a entidade, a expansão indica que há descolamento entre o ritmo do mercado e o das fábricas, evidenciando o esforço das empresas para manter a atividade em suas plantas. A situação, no entanto, deve resultar em aumento dos estoques nas fábricas.