
Os números foram divulgados pela Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), base integrada de informações que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos utilizados como garantia em operações de crédito em todo o Brasil. Automóveis, motos e veículos pesados, zero-quilômetro e usados fazem parte do número total.
– Veja aqui os dados da Cetip.
O parcelamento de veículos leves novos somou 1,13 milhão de unidades de janeiro a julho, resultando em queda de 11% ante os sete meses de 2013. Os usados financiados no intervalo somaram 1,64 milhão de unidades e tiveram recuo mais contido, de 3%.
A modalidade predominante para automóveis é o CDC (87% do total). O consórcio vem em segundo, com 7,8% e 0,7 ponto porcentual de alta ante janeiro-julho de 2013). De maneira discreta, o leasing também ganha espaço. Nos primeiros sete meses de 2013 ocupava 3,3% das vendas e deteve 4% do total neste ano.
Para os automóveis usados, o CDC teve participação em 91,4% das vendas até julho, mas registra queda de 1,2 pp ante os sete meses de 2013. O consórcio ganhou 1,5 pp este ano e movimentou 7,5% do mercado de usados. Quando analisados os financiamentos para usados, o segmento de maior volume está entre os carros de quatro a oito anos de uso: 125 mil unidades entre janeiro e julho deste ano e alta de 5,9% sobre os mesmos meses de 2013.
O prazo médio de financiamento teve pequena queda, puxada pelos carros zero-quilômetro. De janeiro a julho de 2013 a média era de 39 meses, que caiu para 37 este ano. Usados até três anos mantiveram o prazo médio de 43 meses, assim como os de quatro a oito anos.
O tíquete médio de financiamento por veículo até julho de 2014 era de R$ 25,05 mil, discreta alta de 2,51% sobre igual período de 2013. Para carros novos o valor médio esteve em R$ 30,94 mil e o de usados até três anos, em R$ 27,3 mil, sempre com altas discretas sobre os mesmos sete meses de 2013.