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Em dezembro foram emplacados 204,3 mil veículos no Brasil. O resultado mensal foi o melhor do ano, estimulado pelo 13º salário. A média diária de vendas ficou mais robusta com 9,2 mil emplacamentos em cada um dos 22 dias úteis. Com isso, houve aumento de 5,7% sobre o registrado em novembro, mas queda de 4,9% na comparação com dezembro de 2015.
A baixa foi pouco maior do que a esperada pela Fenabrave, que apostava em mercado 19,8% menor, com 2,06 milhões de veículos. Para Alarico Assumpção Jr., presidente da entidade, o crescimento do desemprego em 2016 foi um dos fatores que mais afetaram as vendas. O PIB negativo estimado em 3,5% derrubou as vendas de veículos pesados. “A persistência da crise política atrapalhou ainda mais a economia. Sem isso não teríamos perdido tanto volume ou fechado tantas concessionárias”, observa.
Cálculo da Fenabrave aponta que 1,2 mil revendas encerraram as atividades entre 2015 e o primeiro semestre de 2016. Com isso, Assumpção estima que 124 vagas de trabalho foram fechadas no setor da distribuição de veículos. “Precisamos atualizar este cálculo com os dados do segundo semestre do ano passado. Acredito que chegamos a 1,3 mil concessionárias que saíram do mercado.”
SEGMENTOS
As vendas de veículos leves caíram 19,8% ao longo de 2016, para 1,98 milhão de unidades. Neste segmento, a demanda por automóveis encolheu 20,5%, mas foi amenizada pelo tombo menor no licenciamento de comerciais leves, que teve redução de 15,8%.
Entre os pesados o cenário segue complicado. Em dezembro as vendas de caminhões somaram 4,4 mil unidades e a de ônibus 927 chassis. No acumulado dos 12 meses do ano houve baixa de 30,6%, para penas 63,9 mil veículos pesados licenciados: 50,2 mil caminhões e 13,6 mil ônibus.
Assista à entrevista exclusiva com Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave:
