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Vendas de veículos em junho cresceram 21,54%

Foi um recorde histórico. Em junho foram emplacados 300.174 veículos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, com uma evolução de 21,54% em relação maio (246.981 unidades) e de 17,23% sobre junho de 2008 (256.066 unidades).
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03 jul 2009

4 minutos de leitura

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As vendas acumuladas no semestre somaram 1.449.856 veículos, contra 1.407.424 veículos no mesmo período do ano passado. Foram emplacados 1.150.814 automóveis, 242.810 comerciais leves, 46.138 caminhões e 10.094 ônibus.

Desempenho por segmento

Automóveis e comerciais leves – As vendas de automóveis e comerciais leves no varejo registraram elevação de 4,14%% comparando os acumulados de 2009 e de 2008, saltando de 1.338.181 unidades para 1.393.624 unidades. “É o melhor resultado do segmento na história do setor, tanto no acumulado quanto no mês de junho”, disse Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. De maio para junho, o crescimento foi ainda maior. O segmento registrou alta de 22,08%, saltando de 237.388 unidades comercializadas para 289.792 unidades.

Caminhões – O segmento de caminhões apresentou retração de 19,97% comparando o primeiro semestre de 2009 com o do ano anterior, diminuindo de 57.652 unidades para 46.138 unidades. De maio para junho o setor registrou crescimento de 12,67%. Foram negociadas 8.610 unidades em junho, contra 7.642 unidades em maio.

Ônibus – Foram comercializados no varejo 10.094 ônibus no acumulado de 2009, contra 11.591 no mesmo período do ano anterior, apresentando queda de 12,92%. De maio para junho, o segmento registrou queda de 9,17%, diminuindo de 1.951 unidades para 1.772 unidades.

Motos – Comparando os acumulados de 20098 e de 2008, as vendas do setor de duas rodas caíram de 951.162 unidades para 765.734 unidades, numa retração de 19,49%. De maio para junho, a queda foi de 0,28%. Foram comercializadas 134.369 unidades, contra 134.747 unidades.

Implementos Rodoviários – Foram vendidos 18.750 implementos rodoviários nos primeiros seis meses do ano, contra 25.186 no mesmo período de 2008, com decréscimo de 25,55%. De maio para junho o setor apresentou crescimento de 8,39%, aumentando de 3.074 unidades para 3.332 unidades.

IPI faz efeito

Para Reze, com a redução da alíquota de IPI para o setor automotivo, válida desde 11 de dezembro de 2008, o governo conseguiu interromper a queda nas vendas de automóveis e comerciais leves.

“Saímos de uma média de 140 mil carros por mês para 230 mil unidades mensais. A medida de combate à crise e de estímulo ao crescimento da economia, apresentadas pelo Ministério da Fazenda, salvou a indústria automotiva”, comentou Reze.

Ele entende que o governo agiu rápido ao reduzir alíquota de IPI para o setor. “Isto vai dar tempo para que o restante da economia reaja. Minha expectativa é para 2010, quando grande parte destas medidas implementadas produzirão resultados” – disse.

Na avaliação do presidente da Fenabrave, a gestão de política monetária, somada ao fortalecimento do Real como moeda no mercado internacional e a redução das taxas de juros foram acertadas e proporcionaram, no mercado interno, reflexos positivos como a elevação dos prazos de financiamentos.

“Antes da crise, os prazos médios eram de 42 meses para os financiamentos de automóveis. A partir de outubro, essa média caiu para 33 meses e agora começa a subir novamente, alavancando a média de 36 meses”, explica Reze, para quem “a volta do sistema bancário no financiamento de veículos é traduzido pela confiança na gestão da economia do país”.

Os novos incentivos concedidos pelo governo para o financiamento de caminhões devem, segundo Reze, ter impacto a partir de 2010, quando também o setor de motocicletas deve se recuperar em função do fim do temor do desemprego e do crescimento do País que, para ele, deve chegar ao mínimo de 3% sobre 2009. Para Sérgio Reze, “se nada de negativo acontecer no cenário interno e internacional, o pior já passou”, conclui.

Economia e a Copa

Com base nestas expectativas, o ano de 2009 deve ser positivo para o setor automotivo, considerando que haverá queda nos segmentos de caminhões, implementos e motocicletas. “A queda geral pode ficar na média de 3% sobre o ano passado, mas o setor de automóveis e comerciais leves deve apresentar resultado positivo, estimado em até 3%, o que já será um novo recorde histórico para o segmento”, afirma Reze.

O presidente da Fenabrave está otimista com a economia e com os investimentos que devem ser feitos no país em função da Copa do Mundo de 2014. “Os investimentos começarão a ser feitos a partir do ano que vem e estão previstos em R$110 bilhões, o que beneficia todo o crescimento”, diz Sérgio Reze.