
“O resultado é conjuntural e acontece em função dos baixos estoques em dezembro, da persistente falta de produtos e, também, devido à sazonalidade. Além desses fatores, a alta nas taxas de juros restringiu a aprovação de crédito para financiamentos e tivemos queda na renda do consumidor, pelo aumento da inflação”, disse José Maurício Andreta Junior, presidente da Fenabrave.
A questão do crédito influenciou principalmente a queda nas vendas de veículos leves, que registrou o pior resultado dos últimos 17 anos. Para o presidente da federação, o crédito ficou mais restrito nos últimos meses e até as chuvas de janeiro chegaram a restringir a movimentação de clientes nas concessionárias no mês passado.
Otimismo
A Fenabrave também manteve na quinta-feira suas projeções para o mercado automotivo em 2022. As estimativas da entidade apontam para crescimento nas vendas de 5,2% no comparativo 2021-2022, o que representaria o licenciamento de 3,5 milhões de unidades de veículos novos este ano.

