Ora, o mundo não está consumindo menos carros, ao contrário, a produção e as vendas crescem a cada ano e a China está aí para provar isso, com 30 milhões de unidades por ano.
Se aumentarem os aplicativos de transporte, as montadoras vão continuar produzindo para atender a demanda. Mais do que isso: as vendas devem crescer, porque o usuário passa a andar de Uber, mas não deixa de ter o carro próprio na garagem.
Se surgem novas teologias – como o carro elétrico e o autônomo –, isso leva a um aumento de vendas e não a uma recessão.
A produção mundial de carros deverá crescer 30% até 2030, para um total de 123 milhões de unidades, indica o estudo feito pela consultora Oliver Wyman (hoje o volume é de menos de 100 milhões), mesmo considerando que o número de carros partilhados cresça 95% na Europa, 114% nos Estados Unidos e 358%, na China.
Portanto, por traz da decisão da GM estão outros fatores:
1- O fim da produção de alguns modelos, como os sedãs Cruze e Impala, cujas vendas têm caído fortemente nos últimos meses. O mundo, EUA inclusos, está mudando radicalmente de preferência, a favor dos SUVs, que estão engolindo outras categorias antes preferidas pelo consumidor, como a dos sedãs.
2- As tarifas impostas pelo presidente Trump para insumos importados, como aço e alumínio.
3- A opção da empresa em fabricar carros em outros países por um custo menor, como México e China.
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Este artigo foi publicado originalmente pela Agência Autoinforme
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