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Mercado

Vendas diminuíram 2,1% no primeiro trimestre

As vendas de veículos encerraram o primeiro trimestre de 2014 em queda de 2,1%, para 812,7 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Os dados consolidados do Renavam foram divulgados pela Fenabrave na quarta-feira, 2. “Essa queda não pode ser considerada um tombo. Conseguimos conviver com ela”, ameniza Flávio Meneghetti, presidente da entidade.
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Giovanna Riato

02 abr 2014

2 minutos de leitura

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O resultado foi puxado para baixo em março. As vendas do mês diminuíram 7,1% na comparação com fevereiro e expressivos 15,1% sobre igual período de 2013, para 240,8 mil veículos. A média diária de emplacamentos teve queda 10,7% na comparação com a anotada há um ano, para 12,6 mil veículos/dia considerando veículos leves, caminhões e ônibus. A média diária do trimestre teve queda menos expressiva, de 5,3%, para 13,3 mil unidades/dia.

As vendas de veículos leves caíram 1,7% no acumulado do ano, para 774,4 mil unidades. Deste total, foram 581,4 mil automóveis, com queda de 4,9%, e 192,9 mil comerciais leves, com expansão e 9,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.

Meneghetti aponta que a retração é resultado de uma conjunção de fatores. “Houve antecipação forte de compras em janeiro. Não esperávamos volume tão bom no início deste ano”, avalia. Além disso, o executivo lembra que os bancos se mantêm criteriosos para liberar crédito. Segundo a entidade, para agravar a situação, houve aumento médio dos preços dos carros em torno de 5% como repasse dos custos da inclusão de airbags e freios ABS nos veículos, que passaram a ser obrigatórios, e da retomada gradual da cobrança do IPI.

A Fenabrave assume a perspectiva de que o ano será desafiador para a venda de veículos. “O PIB deve crescer de 1,5% a 2% este ano e sabemos que, na nossa atividade, quando a economia avança menos de 3,5% os negócios tendem a andar de lado.” A entidade calcula que a Copa do Mundo trará pelo menos sete feriados adicionais no ano. “A segunda quinzena de junho e a primeira de julho serão muito complicadas não só para nós, mas para o consumo no País de uma forma geral”, avalia Meneghetti.

EXPECTATIVA

O executivo não espera que o ritmo do mercado interno apresente recuperação no segundo trimestre do ano. “As vendas devem voltar a um patamar melhor apenas no segundo semestre”, opina. Ele acredita que as eleições em outubro não devem causar ruptura tão brusca do consumo. Meneghetti lembra ainda que a segunda metade do ano é tradicionalmente mais aquecida para o setor.

Diante do cenário complexo a Fenabrave decidiu não refazer as projeções para este ano. “Vamos aguardar uma condição menos volátil.” Com isso, a entidade mantém dois cenários. Um deles é de estabilidade, com mercado de 3,7 milhões de veículos. O outro, mais pessimista, trabalha com a possibilidade de que as vendas caiam 3,2%, para 3,6 milhões de unidades.