
A marca de automóveis do Grupo mais afetada pela queda é a Volkswagen. As entregas da empresa ficaram 5,3% menores em outubro na comparação com o mesmo mês de 2014, para 490 mil carros. A baixa é menor no acumulado do ano, de 4,7%, para 4,83 milhões de emplacamentos “Em certos mercados as entregas refletiram especialmente a atual questão com o diesel, já que as vendas de alguns modelos foram interrompidas”, justifica a Volkswagen, em comunicado distribuído à imprensa.
O escândalo, iniciado em setembro, foi causado pela instalação de software em motores diesel EA 189 para fraudar o nível de emissões de poluentes durante testes em laboratório. Dessa forma, na avaliação as emissões dos carros ficavam dentro do limite permitido, mas em condições normais de uso os modelos eram mais poluentes. O Grupo Volkswagen admitiu ter instalado o dispositivo para burlar o controle de emissões em 11 milhões de carros vendidos pelo mundo, incluindo a Amarok que chega ao mercado brasileiro (leia aqui).
Ainda que o grupo tenha anotado redução nas vendas de modelos da Volkswagen, houve aumento dos negócios para outras marcas. Em outubro a Audi cresceu 2%, com 149,2 mil carros entregues globalmente. Já a Porsche avançou expressivos 18,2% e somou 18,7 mil emplacamentos. Skoda e Seat registraram quedas de 2,7% e de 3,1%, respectivamente.
O Grupo Volkswagen já projetava impacto do dieselgate nas vendas globais até mesmo porque os custos gerados pela fraude, estimados em US$ 34 bilhões para os próximos anos, devem afetar o programa de lançamento de produtos. No fim de outubro o CEO do Grupo, Matthias Müller, anunciou o novo plano estratégico da companhia, que prorroga para 2025 a meta da fabricante de se tornar líder global de vendas. O plano inicial era atingir a posição até 2018 (leia aqui).