A japonesa Denso conseguiu se manter em segundo lugar a duras penas, pois seu faturamento foi o que menos cresceu no ano entre as 10 maiores: expansão de apenas 3,9%, para US$ 34, 15 bilhões, como consequência dos efeitos do terremoto seguido de tsunami no Japão, que paralisou a produção em várias fábricas e prejudicou as vendas da empresa.
Já há décadas no topo do ranking, o faturamento da Robert Bosch, 54% concentrado nas operações europeias, cresceu 15%, para quase US$ 40 bilhões, mais do que o dobro da décima colocada. A também alemã Continental, que tem 52% das vendas na Europa, apurou um largo salto de praticamente 23% no fornecimento às montadoras, com receita de US$ 30,5 bilhões.
O crescimento mais expressivo na lista dos 10 maiores fornecedores globais foi o da coreana Hyundai Mobis. A divisão de sistemas automotivos do Grupo Hyundai saiu do décimo lugar em 2010 e subiu para o oitavo em 2011, com expansão de 30,7% nas vendas às montadoras, para US$ 18,86 bilhões.
A Hyundai Mobis subiu tanto que empurrou a alemã ZF do oitavo para nono lugar, que ainda assim teve crescimento de 17,7% nas vendas, para US$ 17,86 bilhões, exatamente US$ 1 bilhão abaixo da coreana.
A canadense Magna, com diversificado fornecimento de 52% na América do Norte e 43% na Europa, subiu uma posição no ranking em 2011, do quinto para o quarto lugar, com expressivo crescimento de quase 20% nas vendas de um ano para outro, somando US$ 28,3 bilhões. O lugar foi tomado da japonesa Aisin Seiki, que caiu para quinto, também com resultado prejudicado pelos acidentes no Japão. Mesmo assim, o fornecedor conseguiu expansão de 10,5% no faturamento, para US$ 27,2 bilhões, dos quais 77% vieram da Ásia.
A americana Delphi, que chegou a ser a segunda maior fabricante de componentes automotivos do mundo no início dos anos 2000, após intensiva reestruturação dos negócios, com a venda de várias divisões, voltou para o ranking dos dez maiores fornecedores globais em 2011, subindo do 12º para o 10º lugar, com vendas de US$ 16,4 bilhões, que cresceram 18,6% na comparação com o ano anterior.
No ranking dos 10 maiores fornecedores do mundo a francesa Faurecia e a americana Johnson Controls ficaram nos mesmos lugares em relação a 2010: sexta e sétima posições, respectivamente. As vendas da Faurecia cresceram 18,22%, para US$ 22,5 bilhões, enquanto a Johnson Controls faturou US$ 21,3 bilhões das montadoras, com avanço de 28,2%.
Mas é abaixo das 10 primeiras posições que foram observadas as maiores mobilidades em 2011 no ranking montado pela Automotive News. A francesa Valeo saltou impressionantes dez posições, passando de 21º em 2010 para 11º, com faturamento de US$ 15,6 bilhões, que cresceu expressivos 48%.
Outra que saltou 10 posições de um ano para outro foi a fabricante de motores diesel Cummins, sediada nos Estados Unidos, que avançou do 29º em 2010 para o 19º lugar em 2011, com vendas que cresceram quase 61%, para US$ 9,4 bilhões.
