Outro fator que impactou negativamente as vendas foi a subida de preços, com a eliminação gradual do desconto de IPI determinado pelo governo no fim de 2012. Em janeiro a maioria dos fabricantes ainda segurou os valores no mesmo patamar de dezembro, provocando o aquecimento recorde do mercado. No mês passado esse movimento se arrefeceu.
Mesmo com o resultado desfavorável de fevereiro, as vendas 519,7 mil veículos leves no acumulado primeiro bimestre do ano seguem no campo positivo, em alta de 6,4% na comparação com os dois primeiros meses de 2012.
CAMINHÕES
Os emplacamentos de quase 10 mil caminhões em fevereiro representam baixa de 16,6% sobre janeiro e de 9% diante do mesmo mês de 2012. O desempenho do segmento segue assim abaixo do verificado no início do ano passado, apesar das condições favoráveis de financiamento, com juros de 3% ao ano pelo BNDES/PSI.
A queda é explicada, principalmente, pelas vendas de estoques de caminhões Euro 3, mais baratos, que foram produzidos até dezembro de 2011 e podiam ser faturados pelas fábricas para as concessionárias até o fim do primeiro trimestre do ano passado. Isso ocorreu devido à mudança da legislação de emissões de poluentes para motores diesel, com a entrada em vigor do Proconve P7 em janeiro de 2012, que obrigou os fabricantes a equipar os caminhões com motorização Euro 5, encarecendo os veículos de 8% a 15%. Assim, só após o fim de março será possível aferir com maior precisão o ritmo real do mercado de comerciais pesados.
No primeiro bimestre deste ano, as vendas de caminhões somam cerca de 22 mil unidades, o que representa queda de 8% sobre o mesmo período de 2012.