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Vendas recuarão 27% em janeiro

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paulo

06 jan 2011

3 minutos de leitura

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Paulo Ricardo Braga, AB

As vendas de veículos em janeiro devem apresentar uma queda de 27% em relação a dezembro. A previsão é do presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. Ele se apoia nas estatísticas dos últimos dez anos para chegar a essa conclusão, que permite projetar a comercialização de 278,5 mil unidades no primeiro mês de 2011 (foram 381,5 mil em dezembro).

Seria preciso considerar nessas contas, no entanto, que em dezembro houve um movimento de montadoras e concessionárias para antecipar licenciamentos. Pela estimativa da Fenabrave, o volume chegou a 45 mil veículos. A prática de emplacar veículos para garantir à marca uma maior participação de mercado tem sido utilizada na virada de ano e não fica evidenciada na contabilidade oficial das entidades.

Se do número oficial de vendas forem descontadas 45 mil unidades, dezembro teria registrado de fato um movimento de vendas efetivo no patamar de 336,5 mil veículos. A correção tiraria de dezembro a liderança histórica absoluta no ranking de vendas mensais.

Belini mostra otimismo com os cenários de curto prazo. “Os números demonstram que o mercado vai bem. O trânsito nas lojas continua muito bom”. Para ele é necessário aguardar mais um pouco para saber o efeito do aperto recente promovido pelo governo na área de crédito.

De uma maneira geral, todas as montadoras e seus fornecedores emitiram comunicados registrando recordes de vendas e faturamento em 2010. É preciso observar com atenção, no entanto, o real avanço obtido no ano passado em relação a 2009, ano com indicadores em baixa logo após o tsunami financeiro de 2008.

Como as estatísticas globais sobre o fechamento de 2010 ainda demoram a chegar, a Anfavea avalia que o Brasil deve ficar com o quarto posto no ranking dos maiores mercados automotivos e sexto na lista dos maiores fabricantes. As montadoras locais divulgaram investimentos de US$ 11,2 bilhões entre 2010 e 2012, mas a Anfavea promete em breve refazer as contas para refletir o impacto de novos empreendimentos, como o anunciado pela Fiat para Pernambuco.

O avanço das importações de veículos e autopeças aparece como uma das principais preocupações do setor em 2011. No ano passado o déficit da balança comercial pode ter ficado nos US$ 5,7 bilhões, dependendo de resultados a serem consolidados em dezembro.

De janeiro a novembro de 2010 a balança comercial de autopeças apresentou déficit de US$ 3,425 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, compilados pelo Sindipeças. As exportações ficaram no patamar de US$ 8,715 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 12,140 bilhões.