
Com isso, a produção industrial acumulou no ano uma queda de 11,6%. Analisando os dados desagregadamente, o Bradesco destaca o arrefecimento da produção de bens duráveis e não duráveis e a aceleração dos bens de capital. A surpresa negativa veio dos bens intermediários, cuja queda se concentrou em alguns setores específicos (papel e celulose e refino de petróleo e álcool).
O avanço da indústria menor do que esperado em setembro não altera visão favorável para os próximos meses, segundo o Bradesco. Para os meses adiante, o banco acredita que, a despeito da pequena desaceleração do crescimento na margem, a tendência expansionista será mantida — tendo como pilar o bom desempenho do mercado de trabalho e a preservação da renda dos consumidores brasileiros.
O banco ressalta também que, somado a isso, é preciso considerar a elevação do nível da utilização da capacidade instalada em outubro, conforme Sondagem da indústria da FGV divulgada na semana passada. Diante desses elementos, o Bradesco mantém leitura positiva para a atividade doméstica, que começa a sinalizar um bom momento para os investimentos, e destaca que estes resultados são compatíveis com cenário de crescimento do PIB de 0,1% neste ano e de 5,4% em 2010.