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Viva! Venda de carretinhas cresce 7,5%!

A queda de vendas este ano atinge indiscriminadamente todos os segmentos do setor automobilístico: carros, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas. Ops, todos não: tem um segmento, que a associação dos concessionários, a Fenabrave, classifica como “outros”, que fechou o período janeiro-maio com crescimento de vendas de 7,5%. O “outros” reúne veículos sem motor, as carretinhas, usadas para o transporte de motos, equipamentos e produtos. Salve as carretinhas! Só elas estão sobrevivendo à retração que atingiu o mercado brasileiro este ano e que vai obrigar os dirigentes a refazer as suas previsões para 2014.
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Redação AB

05 jun 2014

3 minutos de leitura

Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, mantém a previsão traçada no início do ano, que indica crescimento de 0,21% considerando um cenário positivo (situação que já foi para o espaço) e queda de 3,6% em caso de cenário negativo. O dirigente, no entanto, considera que seria irresponsável fazer uma nova previsão num momento de volatilidade. Achou mais prudente esperar passar a Copa e reavaliar o mercado na segunda quinzena de julho. Ele deve estar lamentando a pouca importância das carretinhas: o segmento representa apenas 2,1% das vendas no mercado total (mas está crescendo: no ano passado era 1,9%).

Meneghetti enxerga claramente um viés de baixa: “Todos os setores estão dentro de um clima semelhante, sofrendo com a queda das vendas. Há volatilidade em todos os segmentos da economia, com o agravante de termos menos dias úteis devido à Copa do Mundo e um crescimento do PIB abaixo do esperado”. Destacou também o aumento da inflação, o aumento das taxas de juros e comprometimento de renda da população.

Na entrevista coletiva que a Anfavea deu dias depois, na quinta-feira, 5, o presidente da entidade, Luiz Moan, também manteve a previsão de aumento de vendas de 1,1%, traçada no início do ano.

Assim como seu colega da Fenabrave, Moan vai esperar a poeira dos estádios baixar, para não correr o risco de planejar sob o burburinho. Mas, mesmo tendo se mostrado otimistas em relação à economia em geral, ambos deverão reverter as previsões de vendas de carros.

O desempenho de cada segmento até maio:

Automóveis e comerciais leves
– Janeiro a maio, 1,33 milhão: queda de 5,2% sobre 2013
– Maio, 278.408: queda de 0,6% em relação a abril e queda de 7,5% em sobre maio de 2013

Caminhões
– Janeiro a maio, 54.042: queda de 11,3% sobre 2013
– Maio, 12.905: crescimento de 17% em relação a abril e de 0,6% ante maio de 2013

Ônibus
– Janeiro a maio, 11.433: queda de 12,5% sobre 2013
– Maio, 2.237: cresceu 0,3% em relação a abril e caiu 15,5% em ante maio de 2013

Motos
– Janeiro a maio, 613.863: queda de 1,5% sobre 2013
– Maio, 126.713: cresceu 4,07% em relação a abril e caiu 2,68% em relação a maio de 2013

Implementos Rodoviários
– Janeiro a maio, 24.101: queda de 7,75% sobre 2013
– Maio, 5.136: crescimento de 2,41% em relação a abril e queda de 3,11% em relação a maio de 2013

Tratores e Máquinas Agrícolas
– Janeiro a maio, 25.295: queda de 19,65% sobre 2013
– Maio, 5.843: cresceu 0,55% em relação a abril e caiu 12,1% em comparação com maio de 2013

Carretinhas
– Janeiro a maio, 44.039: crescimento de 7,52% sobre 2013
– Maio, 9.013: crescimento de 2,62% em relação a abril e de 5,6% sobre maio de 2013

Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme