
Segundo Rogério Pires, diretor de desenvolvimento de negócios de veículos comerciais da Voith Américas, a empresa contabilizou a entrega total de 4 mil transmissões automáticas DIWA.5 só nos últimos cinco anos. “As cidades adotaram sistemas complexos de mobilidade, o que gerou atrasos que nós já conhecemos. O fato positivo é que os projetos de fato existiram, as mudanças estão ocorrendo e este será o legado.”
O executivo complementa que o País está seguindo uma tendência global de modernização de seus veículos, apesar de o Brasil ainda estar em níveis de automação mais baixos que outros mercados, como os da Europa.
“Estamos bastante otimistas porque há um potencial no País para este tipo de tecnologia. É fato que se não houver planos eficientes de mobilidade, as cidades vão parar. E as empresas já perceberam que o processo de automatizar leva à eficiência, e por consequência, à redução de consumo, de custos de manutenção, além de aumentar a eficiência operacional. Um exemplo é um cliente que registrou a redução de 70% dos acidentes com ônibus urbano após a adoção da transmissão automática. Isso demonstra a vantagem para o motorista, que ganhou liberdade para dar mais atenção ao trajeto, sem precisar se preocupar com a passagem de marchas do veículo” relata.
As transmissões da Voith são montadas na matriz e finalizadas na fábrica localizada em São Paulo, na região do Jaraguá, considerada o maior site industrial da empresa fora da Alemanha. Na unidade também são fabricados retarders para ônibus e caminhões e está iniciando o processo de fabricação de compressores para veículos comerciais.