
O executivo acredita no potencial da tecnologia também em corredores de ônibus das Regiões Norte e Nordeste. “As cidades de Lima (Peru), Buenos Aires (Argentina) e Bogotá (Colômbia) também têm espaço para essa tecnologia e o mercado externo tende a ganhar volume com a desvalorização do real”, lembra Pires.
A unidade brasileira que monta as caixas de transmissão automática Voith fica no bairro do Jaraguá, na cidade de São Paulo. “Temos capacidade para até 2,5 mil unidades por ano em um turno de trabalho”, diz Pires. Para ter um segundo turno, diz Rogério Pires, seria necessária uma demanda de pelo menos 3.750 caixas anuais.
Pouca coisa é nacional além do componente de acoplamento ao motor e os coxins. Em curto prazo é possível aumentar essa nacionalização com trocadores de calor e chicotes nacionais, por exemplo. “Alguns itens podem ser feitos aqui por fornecedores externos ou na própria fábrica. Tudo depende do volume necessário”, diz Pires.
Todas as caixas Voith (chamadas Diwa.5) são automáticas, a empresa não faz câmbios manuais ou automatizados. Elas podem ser aplicadas em motores com 600 a 900 newtons-metro de torque. São utilizadas em modelos urbanos Mercedes-Benz e Volvo entre 10 e 25 metros de comprimento. “Os mais longos são os biarticulados colombianos”, recorda Pires.
EVOLUÇÃO E REDUÇÃO DE CONSUMO
Dos primeiros protótipos que começaram a rodar na América do Sul em 1993 até os dias atuais, a Voith já produziu cerca de 8 mil unidades. A evolução do equipamento vem resultando em economia de combustível. “Considerando só a tecnologia Euro 5 conseguimos em média 5% de redução de consumo. E dos primeiros superarticulados (que entraram em utilização há pouco mais de um ano em São Paulo) já obtivemos redução entre 2% e 3% no consumo melhorando a programação eletrônica”, afirma o executivo.
As transmissões Voith Diwa.5 têm controle eletrônico digital e retarder secundário integrado, apropriado para ônibus padron, articulados, superarticulados e biarticulados. Elas combinam um sistema hidromecânico continuamente variável (ideal para o ciclo urbano de trabalho) a três marchas. A Voith chama essa solução de CVT+3.