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Volare investe R$ 130 milhões em São Mateus

A Volare investiu R$ 130 milhões na atualização de sua fábrica de São Mateus (ES) para produzir o novo miniônibus Cinco (veja aqui). A unidade tornou-se a mais moderna do grupo Marcopolo, proprietário da Volare, com a utilização de robôs de solda e pintura e corte a laser para tubos e chapas. O investimento acabou superando os R$ 100 milhões estimados pela fabricante antes do lançamento.
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cria

28 abr 2016

2 minutos de leitura

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Para a montagem do Cinco foi construída uma nova área de 20 mil metros quadrados. Neste primeiro momento a Volare ainda aproveita parte do setor onde eram montados os modelos Volare da linha Fly (W9 e DW9), porque nem todos os robôs para a produção do Cinco foram ativados.

A fábrica de São Mateus emprega 110 colaboradores. Trabalhando em um turno ela pode montar até 10 unidades diárias do novo modelo. Em dois turnos iria a 20 por dia. “Pode chegar a 40 com novos investimentos”, afirma o diretor-geral da Volare, Gelson Zardo, estimando o total necessário para isso em cerca de 10% do que já foi investido recentemente, algo em torno de R$ 13 milhões.

A utilização de um chassi próprio é destaque no novo veículo. Parte de sua estrutura é feita em uma linha exclusiva também pela Volare, mas em outro prédio do complexo de São Mateus. O quadro é fornecido pela Maxion e sua montagem ocorre em um gabarito monitorado eletronicamente. A sequência de produção do chassi tem oito postos. Segundo a Volare, isso permite rastreabilidade, maior produtividade e ergonomia.

A carroceria é fixada sobre o chassi com 16 parafusos por meio de equipamentos semiautomáticos, com torque controlado e três sequências de aperto. O diferencial da nova fábrica é o conceito adotado. Os veículos são produzidos em linhas contínuas de montagem e pintura. Toda a construção da estrutura da carroceria é feita em duas células de pré-montagem e sete módulos.

Os funcionários utilizam manipuladores pneumáticos dedicados para que haja maior precisão e ergonomia nas montagens mais difíceis. “Ninguém carrega pesos superiores a 20 quilos”, diz Zardo.

A nova fábrica utiliza sete AGVs, transportadores computadorizados autônomos com sensores de presença e aproximação que circulam automaticamente pela fábrica levando sistemas, componentes para a montagem e também a carroceria e o chassi para pontos definidos das linhas de produção. A seção de pintura é uma das áreas mais modernas da fábrica. Com sistemas computadorizados, as cabines garantem padrão de qualidade de carros de passeio.

Os prédios têm pé direito de 10 metros, ventilação permanente possível pelas técnicas aplicadas na edificação, telhado e laterais duplos para reduzir o calor e iluminação natural com placas prismáticas. Luminárias por LEDs com sistema automatizado reduzem o consumo de energia.