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A declaração foi dada ao jornal alemão “Bild” e repercute as fortes palavras do diretor financeiro e operacional do Grupo Volkswagen, Arno Antlitz.
Perguntado sobre a situação da empresa, ele disse que o quadro é preocupante e que a marca Volkswagen tem, no máximo, “um ou dois anos” para se recuperar e não tomar medidas drásticas.
CEO diz que marca precisa voltar a ousar
Blume usou uma metáfora curiosa para definir o cenário atual da indústria automotiva europeia. Ele afrmou que “o bolo ficou menor e temos mais convidados à mesa”.
“Menos carros estão sendo vendidos na Europa e, ao mesmo tempo, novos concorrentes da Ásia estão ocupando o mercado de forma avassaladora”, analisou.
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Apesar do tom pessimista, Oliver ressaltou que a Volkswagen tem plenas condições de se reerguer, desde que tome providências.
“A Volkswagen também contém a palavra ousadia. Precisamos ousar novamente: ousar ter sucesso”, afirmou.
Maus resultados na China e Europa justificam crise
A fase delicada da Volkswagen não se justifica por um único motivo. No entanto, parte da responsabilidade pela má fase está na perda da liderança em mercados vitais para a marca.
Na China, a VW foi desbancada pela BYD, que já abriu vantagem em relação à rival alemã. Já na Europa, o Golf deixou o posto de carro mais vendido do continente ao ser ultrapassado pelo Tesla Model Y.
A fabricante também patina no segmento de carros elétricos, no qual foi superada por marcas chinesas e até europeias. Atualmente, a marca Volkswagen tem uma linha mais enxuta em relação às rivais.
