logo

volkswagen fechar fabricas

Volkswagen admite situação alarmante, mas descarta fechar fábricas

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, admitiu que a situação da empresa é “alarmante”. Mesmo assim, o executivo descartou o fechamento de fábricas, ao menos na Alemanha.
Author image

Vitor Matsubara

10 set 2024

2 minutos de leitura

oliver-blume-vw.jpg
CEO da Volkswagen reconheceu que marca passa por momento delicado

VEJA MAIS:
– Grupo Volkswagen muda de ideia e investirá € 60 milhões em motores de combustão
– Orçamento de compras da Volkswagen em 2023 supera R$ 20 bilhões


A declaração foi dada ao jornal alemão “Bild” e repercute as fortes palavras do diretor financeiro e operacional do Grupo Volkswagen, Arno Antlitz.

Perguntado sobre a situação da empresa, ele disse que o quadro é preocupante e que a marca Volkswagen tem, no máximo, “um ou dois anos” para se recuperar e não tomar medidas drásticas.

CEO diz que marca precisa voltar a ousar

Blume usou uma metáfora curiosa para definir o cenário atual da indústria automotiva europeia. Ele afrmou que “o bolo ficou menor e temos mais convidados à mesa”.

“Menos carros estão sendo vendidos na Europa e, ao mesmo tempo, novos concorrentes da Ásia estão ocupando o mercado de forma avassaladora”, analisou.


Faça sua inscrição no #ABX24, maior encontro de negócios do ecossistema da mobilidade


Apesar do tom pessimista, Oliver ressaltou que a Volkswagen tem plenas condições de se reerguer, desde que tome providências.

“A Volkswagen também contém a palavra ousadia. Precisamos ousar novamente: ousar ter sucesso”, afirmou.

Maus resultados na China e Europa justificam crise

A fase delicada da Volkswagen não se justifica por um único motivo. No entanto, parte da responsabilidade pela má fase está na perda da liderança em mercados vitais para a marca.

Na China, a VW foi desbancada pela BYD, que já abriu vantagem em relação à rival alemã. Já na Europa, o Golf deixou o posto de carro mais vendido do continente ao ser ultrapassado pelo Tesla Model Y.

A fabricante também patina no segmento de carros elétricos, no qual foi superada por marcas chinesas e até europeias. Atualmente, a marca Volkswagen tem uma linha mais enxuta em relação às rivais.