
Produzido atualmente somente na fábrica da Volkswagen em Puebla, no México, de onde é exportado para todo o mundo, o Beetle traz consigo uma estratégia de marketing inovadora, que aproveita a história da antiga versão que vendeu 21,5 milhões de unidades globalmente – 3 milhões só no Brasil. Por isso o Fusca do século 21 é vendido com o nome pelo qual se tornou conhecido em cada mercado, e foram muitos, caso de Käfer na Alemanha, Vocho no México, Escarabajo na Espanha, Carocha em Portugal, Coccinelle na França e Maggiolino na Itália. Em quase todas as línguas o apelido do antigo Volkswagen Sedan quer dizer besouro, em alusão à aparência do modelo, mas a exceção fica entre os brasileiros, que apelidaram o carro de Fusca como corruptela do próprio nome Volkswagen, cujo “V” se pronuncia “F” em alemão.
O nome é o único elemento popular que restou ao novo Fusca, que agora integra o seleto grupo de minicarros com estilo retrô, a exemplo de Mini, Audi A1 e Citroën DS3, que de modestos só têm o tamanho reduzido, mas preenchem grandes egos de gente que paga mais de R$ 80 mil para desfilar com seus miniluxos. Será o caso do Fusca atual, que deve chegar nessa faixa de preço – como vem do México, não paga imposto de importação até o limite da cota estabelecida pelo Brasil.
Ao contrário de outros mercados, aqui ele será vendido só com uma opção de motorização, 2.0 turbo de 200 cavalos, capaz de fazer o carrinho acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 segundos e chegar a 210 km/h. Serão duas opções de transmissão: manual ou automatizada DSG (de dupla embreagem), ambas de seis marchas.
A apresentação do novo Fusca para o grande público brasileiro está marcada para o Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de outubro próximo. Será a reestreia de um nome que contribuiu muito para a motorização do País por mais de 30 anos em que foi fabricado na antiga planta da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). O carro evoluiu, enricou. O povo brasileiro, nem tanto – a maioria só vai poder ver mesmo.