
A Volkswagen admitiu que futuros investimentos em suas fábricas na Argentina dependem da melhoria da situação econômica no país.
Foi o que disse Marcellus Puig, CEO da Volkswagen Argentina, em entrevista reproduzida pelo “Motor1 Argentina” com base em declarações à veículos de imprensa especializados em economia.
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“Hoje, não posso dizer se o próximo programa (de investimentos) vai superar ou não os US$ 300 milhões porque ainda estamos decidindo o que fazer. No entanto, posso afirmar que a matriz não se esqueceu de nós”.
Em abril de 2023, a Volkswagen injetou mais US$ 50 milhões no investimento anunciado em 2022, chegando aos US$ 300 milhões para turbinar suas operações em vários segmentos.
Além de viabilizar a produção de caminhões e ônibus em sua planta em Córdoba, onde também se iniciou a produção de motos da Ducati, o montante resultou na atualização da Amarok.
Reestilização do Taos suspensa até o fim do ano

Entre as providências, a montadora suspendeu temporariamente o lançamento da reestilização do Taos, que também fazia parte do investimento anunciado no ano passado. O SUV médio renovado seria apresentado na América do Sul ainda no segundo semestre de 2024.
“Por conta deste ano de crise, nós precisamos repensar nossos planos e suspender o desenvolvimento do Taos PA (codinome dado ao facelift do SUV) para rever os custos. Mas os planos são de seguir produzindo o modelo aqui. Por enquanto, combinamos com nossos fornecedores de esperar até o fim do ano. Depois do dezembro voltaremos a falar (sobre o assunto)”, declarou o executivo, que foi vice-presidente da narca no Brasil.
Fabricado em General Pacheco, o Taos foi lançado na Argentina em 2021. No Brasil, o modelo nunca conseguiu lutar pelo primeiro lugar entre os SUVs médios, cuja briga fica entre o líder Jeep Compass e o Toyota Corolla Cross.
Nova Amarok pode não ter vida longa

O executivo surpreendeu ao sugerir um futuro breve para anova Amarok, que acaba de ser apresentada na Argentina e será revelada no Brasil ainda em agosto. “A Amarok tem fôlego para os próximos dois ou três anos”, declarou.
Com isso, Puig (que é brasileiro) contradiz o discurso de Pablo Di Si, ex-CEO da Volkswagen América Latina e atualmente CEO da América do Norte. Ao anunciar o lançamento da reestilização da picape, em 2022, o executivo afirmou que o modelo poderia seguir em linha por “dez anos ou mais”.
O atual CEO da Volkswagen Argentina afirmou que o futuro da Amarok será debatido com a Alemanha em breve.
“Estamos discutindo com a matriz o plano de investimentos para o próximo ciclo de cinco anos. A partir daí, vamos analisar vantagens e desvantagens desta Amarok, cuja plataforma já tem vários anos de vida”.
Mesmo sem fazer previsões ou promessas, Puig disse que a eletrificação está no radar em uma eventual futura geração da Amarok. “Não tem dúvidas de que haverá uma versão híbrida como opção”, concluiu.
