
A Volkswagen Caminhões suspenderá os contratos de trabalho (lay-off) de parte dos funcionários da fábrica de Resende (RJ). A medida passará a valer a partir de 2 de maio e pode durar por até 90 dias após a data.
De acordo com a montadora, a proposta foi aprovada em assembleia com os funcionários e com o sindicato dos metalúrgicos local, com quem a empresa negociou a medida em 6 de abril.
“O atual ambiente de negócios no mercado de caminhões e ônibus, com dificuldades tanto no Brasil quanto em alguns de seus principais destinos de exportação, torna necessário adotar medidas para ajuste dos níveis de produção a uma nova realidade”, informou a companhia a Automotive Business por meio de nota.
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Durante a suspensão, os envolvidos receberão uma bolsa de qualificação profissional bancados pelo Fundo do Amparo ao Trabalhador (FAT). O pagamento dos salários será feito de forma integral, informou a montadora.
Sequência de paradas nas fábricas de caminhões
Com o anúncio de lay-off, aumenta o número de montadoras de veículos pesados que precisaram fazer algum tipo de ajuste na produção por causa do mercado interno desaquecido.
Na quinta-feira, 13, a Mercedes-Benz anunciou que também suspenderá os contratos de trabalho dos funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP).
A montadora já havia anunciado aos metalúrgicos férias coletivas para 300 trabalhadores da fábrica por um mês no início de abril. Assim como o fechamento do segundo turno a partir de maio.
A fábrica de São Bernardo reúne um quadro formado por cerca de 8 mil trabalhadores, 6 mil deles alocados na produção.
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A Scania, por sua vez, encerrou o segundo turno de produção no ABC Paulista. De acordo com o sindicato dos metalúrgicos da região, operava na jornada um quadro formado por 200 funcionários, os quais foram realocados para o turno de trabalho que ainda está em atividade.
Ainda segundo a entidade que representa os trabalhadores, não há, por ora, um prazo para que seja reestabelecido o segundo turno. O sindicato alegou que o encerramento da jornada, ocorrido há 15 dias, se deu em função de problemas que a montadora vem enfrentando com a demanda do mercado.
A Iveco concederá férias para parte dos funcionários da área de produção da fábrica instalada em Sete Lagoas (MG). De acordo com a montadora, que não informou a quantidade de trabalhadores envolvidos na medida, as férias durarão 12 dias a partir de 24 de abril.
O ano de 2023 não deverá ser fácil para as montadoras de caminhões se considerarmos suas projeções. A estimativa da Anfavea, a associação que as representa, mostra uma retração nas vendas de 11% na comparação com o volume emplacado em 2022. Já a produção projetada deverá ser 20% menor na mesma base.
