
A Copa do Mudo do Catar tem bem mais críticas do que gols. O país-sede, nada afeito a direitos civis, trabalhistas e de diversidade, censurou manifestações de qualquer tipo por parte das seleções, o que motivou queixas até da Volkswagen.
A fabricante é uma das patrocinadoras da Seleção da Alemanha e não gostou nem um pouquinho ao saber que o capitão da tetracampeã mundial, o goleiro Manuel Neuer, não pode usar a braçadeira One Love, que serviria como uma mensagem de igualdade e liberdade de expressão.
VEJA TAMBÉM:
– Como diversidade e inclusão pode ser um diferencial competitivo das empresas
Volkswagen diz que censura na Copa é inaceitável
A Volkswagen considerou “inaceitável” a proibição do uso da braçadeira na Copa do Mundo 2022. A campanha “One Love” foi uma ação conjunta anunciada em setembro pelas seleções de Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica, Suíça, País de Gales, França, Dinamarca, Noruega e Suécia.
A colorida braçadeira é motivo de muita polêmica no Catar, país que tem sido criticado por desrespeitar diversas normas de direitos humanos. Mesmo assim, a Volkswagen garante que não vai encerrar o patrocínio à Federação Alemã de Futebol (DFB), caminho tomado pela rede de supermercados Rewe por causa da censura.
Mesmo assim, em comunicado, a marca deixou claro seu descontentamento. “Gostaríamos que as federações europeias tivessem enviado um sinal visível para a diversidade neste torneio. As discussões e reações mostram que algo fundamental precisa mudar urgentemente no futebol mundial.”
A VW usou as cores do arco-íris em banners publicitários durante a Eurocopa, realizada em 2021, como forma de apoiar o movimento LGBTI+. A decisão foi tomada depois que a Uefa (entidade máxima do futebol europeu e organizadora do torneio) vetou que a prefeitura da cidade alemã de Munique iluminasse o estádio Allianz Arena com as bandeiras do arco-íris durante o jogo entre Alemanha e Hungria.