logo

diesel

Volkswagen é acusada de fraudar motor 3.0 TDI nos Estados Unidos

O Grupo Volkswagen pode ter burlado o controle de emissões em mais de uma linha de motores. A U.S. Environmental Protection Authority (EPA), órgão responsável pela regulação ambiental nos Estados Unidos, alega ter detectado excedente nas emissões do motor 3.0 V6 TDI. O propulsor equipa modelos como Volkswagen Touareg, Audi A6 e Porsche Cayenne vendidos no país.
Author image

Redação AB

03 nov 2015

2 minutos de leitura

X_noticia_22957.gif

Até então o dieselgate, escândalo causado pela fraude em motores a diesel do Grupo Volkswagen para que eles passassem em testes de emissão, só afetava a família EA 189, que equipa, inclusive, a Amarok vendida no Brasil (leia aqui). O próprio grupo alemão admitiu ter instalado o software que burla o controle de poluição em 11 milhões de veículos em todo o mundo.

A acusação da EPA acontece após a organização ter testado 10 mil veículos ano-modelo 2014 a 2016 vendidos nos Estados Unidos. “A Volkswagen falhou em sua obrigação de cumprir a lei que protege a qualidade do ar para todos os americanos”, destacou Cynthia Giles, porta-voz do órgão, em comunicado. A entidade constatou que as emissões de óxido de nitrogênio (NOx) dos modelos avaliados superam em nove vezes os limites impostos na região.

VOLKSWAGEN NEGA FRAUDE

Após realizar os testes, a EPA enviou uma notificação de violação ao Grupo Volkswagen na segunda-feira, 2. É a segunda que a companhia recebe desde setembro, quando foi desmascarada pela fraude nos motores EA 189. A companhia, no entanto, teve reação bem diferente da que teve quando foi notificada pela primeira vez. Naquele momento a empresa reconheceu o problema. Dessa vez o grupo alemão negou ter fraudado o controle de emissões dos motores avaliados.

“Queremos enfatizar que não foi instalado nenhum software nos motores 3.0 V6 diesel para alterar as características de emissão de forma proibida. A Volkswagen vai cooperar totalmente com a EPA para esclarecer a questão”, indicou a montadora em comunicado distribuído à imprensa.

A Comissão Europeia, responsável por apurar o escândalo da fabricante alemã na região, recomendou que todos os países do continente que têm veículos Volkswagen homologados investiguem a atuação da montadora. A ideia é reunir os dados e informações para chegar a conclusões sobre a conduta da companhia no mercado. “Queremos esclarecer rápido, mas é igualmente importante ter a figura completa”, destacou Lucia Caudet, porta-voz da Comissão Europeia.