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Volkswagen pode fechar três fábricas e demitir até 300 mil funcionários

A Volkswagen deve tomar medidas radicais na Alemanha, com possibilidade de fechamento de, pelo menos, três fábricas e a demissão de centenas de milhares de funcionários no país. O alerta foi dado pela diretora do conselho de trabalhadores da VW, Daniela Cavallo, em assembleia com funcionários da sede de Wolfsburg.
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Vitor Matsubara

28 out 2024

3 minutos de leitura

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Queda na demanda por elétricos e concorrência chinesa podem causar fechamento de fábricas da Volkswagen

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As plantas remanescentes também poderiam ser afetadas com o encolhimento das operações.

Faz semanas que a montadora está negociando com os sindicatos das fábricas afetadas antes de tomar as decisões de seu processo de reestruturação

“O conselho administrativo está tratando esse assunto com toda a seriedade possível. Não se trata de um blefe”, disse Daniela Cavallo.

“Esse é o plano do maior grupo industrial da Alemanha para voltar a acelerar em seu país natal”, ressaltou a executiva, sem revelar quais plantas poderão ser fechadas nem quantos funcionários podem ser demitidos – a estimativa é de até 300 mil cortes.

Volkswagen cobra providências do governo

O Grupo Volkswagen se encontra em uma “sinuca de bico” por conta da intensa pressão para cortar custos e se manter competitivo diante das baixas vendas em mercados como a China e a Europa.

Por sua vez, a empresa cobra providências do governo alemão em relação à recuperação da economia, que enfrenta o segundo ano consecutivo de retração enquanto o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, busca alternativas para reverter o quadro crítico.

Cavallo afirmou que o governo alemão precisa apresentar com urgência um plano de assistência à indústria alemã para que a situação “não vá pelo ralo”.

Governo diz que meta é manter empregos

Um porta-voz do governo afirmou à Reuters que as autoridades estão cientes da difícil situação da Volkswagen e estão em constante contato com a cúpula da empresa.

“A posição do chanceler é clara, mas nomear eventuais erros em decisões administrativas do passado não é a prioridade. O objetivo agora é manter os empregos”, disse.

A diretora dos trabalhadoes da Volkswagen assegurou que existe um acordo firmado entre funcionários e o conselho da VW em relação aos problemas enfrentados pela montadora e por muitos de seus concorrentes, tanto pela queda na demanda por carros elétricos quanto pela concorrência das marcas chinesas presentes na Europa.

“Não temos opiniões distantes quando analisamos os problemas, mas estamos a quilômetros de distância de encontrar as respostas”, admitiu.

Mercedes-Benz e Porsche também passam por maus bocados

A Volkswagen não é a única montadora alemã que passa por um momento delicado em seu país de origem.

Na semana passada, a Mercedes-Benz revelou que vai realizar grandes cortes de custos por causa da queda nos seus lucros.

Já a Porsche, que é controlada pelo Grupo Volkswagen, disse que vai reduzir o número de concessionárias da China para se adequar à queda na demanda no mercado local, além de confirmar que precisará reduzir custos.