
O veterano Volkswagen Fox chega aos 15 anos com 2 milhões de unidades produzidas. O modelo é fabricado em São José dos Pinhais (PR) desde seu lançamento, em 2003. E sobreviveu a todo esse período utilizando a mesma plataforma desde o lançamento. Passou apenas por mudanças estéticas e substituições ou atualizações de motor e transmissão.
No acumulado do ano ele aparece como o 18º automóvel mais vendido no Brasil, com 32,4 mil unidades emplacadas até outubro. Como comparação, o Toyota Etios ocupa a 23ª colocação, com 25,1 mil unidades. E o Ford New Fiesta, com projeto bem mais atual que o do Fox, vem em 39º, com pouco mais de 13 mil unidades.
É verdade que as vendas do Fox recuaram 14% este ano na comparação com o período janeiro-outubro de 2017, mas isso ocorreu mais pela presença do novo Polo nas concessionárias do que por desinteresse em razão do envelhecimento.
“Enquanto estiver vendendo vamos produzir”, costuma dizer o presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si, toda vez que questionado por jornalistas sobre o destino do Fox quando a fábrica paranaense iniciar a produção do utilitário esportivo T-Cross.
Mesmo assim, é pouco provável que atravesse 2019. Com uma posição de dirigir mais elevada em relação a outros hatches, o Fox foi pensado para famílias com altura média maior que a do padrão brasileiro. Isso permitiu que 305,5 mil unidades fossem exportadas para a Europa entre o meio da década passada e o início da atual.
Hoje o modelo é enviado para Argentina, Colômbia e outros mercados latino-americanos. Até outubro foram embarcadas 3,5 mil unidades para o exterior.
No Brasil o carro é vendido atualmente apenas em duas versões, ambas com motor 1.6 flex com até 104 cavalos. A primeira, Xtreme, tem apelo aventureiro e transmissão manual de cinco marchas. Já o Fox Connect traz a opção de câmbio manual ou automatizado I-Motion, sempre com cinco velocidades.