
A confirmação veio do CEO da marca, Herbert Diess e colocou fim aos boatos de que a Volkswagen voltaria a oferecer automóveis a diesel no país depois que o escândalo fosse esquecido. O anúncio contradiz a afirmação feita pela empresa em setembro, durante o Salão do Automóvel de Paris. No evento o próprio Diess declarou à imprensa que a montadora não estava pronta para abandonar a tecnologia diesel, que continuaria no portfólio da marca nos Estados Unidos.
O dieselgate foi revelado em setembro do ano passado. Para remediar os efeitos da trapaça, a Volkswagen concordou em pagar US$ 14,7 bilhões em multas e compensações apenas nos Estados Unidos, onde foram vendidos 475 mil carros que poluíam mais do que o permitido.
MERCEDES-BENZ TAMBÉM PODE DESISTIR DO DIESEL NOS EUA
A Mercedes-Benz está distante de qualquer suspeita de trapaça no nível de emissões de seus carros a diesel. Ainda assim, a empresa também considera suspender as vendas de modelos com a tecnologia nos Estados Unidos. A companhia trabalha para conseguir homologação para vender ali alguns automóveis que já estavam programados. O processo, no entanto, ficou mais lento e rigoroso por causa do deiselgate.
Dessa forma, a companhia ainda avalia se continuará com a mesma estratégia no médio e longo prazo. Antes de tomar a decisão, a montadora faz pesquisa de mercado no país para entender se há demanda. “Temos que olhar para isso e entender se faz sentido oferecer carros a diesel no futuro. Não chegamos a uma conclusão ainda”, contou Matthias Luehrs, vice-presidente de vendas da Mercedes-Benz nos Estados Unidos. O executivo assume que desistir de vender carros a diesel no país é uma opção, já que a procura por esse tipo de veículo está em queda. A decisão deve ser tomada em 2017.