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Volkswagen negocia férias coletivas para mil funcionários na Anchieta

VW Anchieta pode diminuir ritmo de produção com férias coletivas a partir de agosto
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Redação AB

20 jul 2018

2 minutos de leitura

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Texto publicado originalmente 19/07 e modificado 20/07 para atualização e acréscimo de informações

A Volkswagen negocia a concessão de férias coletivas a partir de 21 de agosto para mil funcionários de sua fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos os modelos Polo e Virtus, além da picape Saveiro. Segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, citadas em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, os trabalhadores poderão parar por um mês. Outros quatro grupos também deverão sair de férias, mas a VW ainda não definiu quantos e quando eles sairão.

Em nota, a Volkswagen reforça que a medida ainda está sendo negociada e não há decisão tomada. “No caso de flutuações momentâneas de mercado, a empresa poderá, no futuro, utilizar ferramentas de flexibilização da produção, no sentido de se adequar à demanda de mercado”, diz a empresa.

“Ações como esta estão dentro da normalidade e servem para que empresas e trabalhadores possam equilibrar eventuais oscilações de mercado”, confirma também em nota o sindicato.

Na reportagem do Estadão, o sindicato informa que a adoção da medida foi motivada pela desaceleração do mercado interno nos últimos dois meses e pela redução das exportações para a Argentina, que consome 70% das vendas externas de veículos do Brasil. A Volkswagen é a marca que mais exporta no País.

Esse é um dos reflexos do cenário que vem sendo observado nos últimos dois meses a partir da greve dos caminhoneiros e que também foi determinante para a revisão das projeções da Anfavea, associação das fabricantes de veículos no Brasil. No início de julho, a entidade informou que as exportações deverão ser um pouco menores do que o previsto anteriormente (leia aqui), da mesma forma que a produção crescerá menos do que era projetado no começo do ano (leia aqui).

Já nas vendas para o mercado interno, apesar de o desempenho ter sido positivo no primeiro semestre, com crescimento de 14%, as montadoras acreditam que o setor não deve apresentar no segundo semestre o mesmo ritmo de emplacamentos visto na primeira metade do ano e que por isso, mantém sua projeção de alta de 11,9% (leia aqui).