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Volkswagen pode fechar pelo menos uma fábrica na China

Demanda baixa por carros a combustão gerou ociosidade na produção das plantas
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Vitor Matsubara

20 set 2024

2 minutos de leitura

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A Volkswagen estuda fechar ao menos uma de suas fábricas na China. A decisão será tomada em conjunto com a SAIC, sua parceira mais antiga no país.

Ambas se preparam para encerrar as atividades na planta de Nanjjng até meados de 2025. Lá são produzidos 360 mil unidades por ano do Volkswagen Passat e alguns modelos da Skoda.


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O motivo é a queda na demanda por carros com motor de combustão na China, onde a marca perdeu, em 2023, a liderança histórica para a BYD.

Marca diz que planejamento está normal

A Skoda, por sua vez, passa por um processo de revisão de sua estratégia comercial após sofrer uma forte queda nas vendas na China.

Uma fábrica em Ningbo, na província de Zhejiang, responsável pela produção de vários modelos da Skoda, está paralisada há meses. É por isso que seu fechamento também não está fora de cogitação.


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“Todas as fábricas da SAIC Volkswagen estão operando normalmente de acordo com as demandas do mercado e com nossas previsões”, escreveu a marca em um e-mail endereçado à Bloomberg News. 

Com o plano de ampliar a linha de carros elétricos, a Volkswagen afirmou que “está transformando a produção de veículos e de componentes passo a passo”.

Fechamento de outra fábrica não está descartado

Esta não seria a primeira vez que a SAIC Volkswagen precisaria tomar medidas drásticas. Dois anos atrás, a joint venture interrompeu a produção em uma fábrica inaugurada nos anos 80.

Além disso, fontes ligadas à empresa revelaram que uma segunda fábrica teve redução no volume de trabalho e pode ser fechada em um futuro breve.

Capacidade ociosa nas 39 fábricas

Esses fatores fizeram com que a VW ficasse com um grande excedente na produção de veículos térmicos, ou seja, com motores movidos a combustão. 

O volume de produção nas 39 (sim, você leu certo) fábricas mantidas pela Volkswagen na China fechou o ano passado mais de 25% abaixo do pico atingido pela empresa no período pré-pandemia. Além disso, o lucro operacional caiu 20% e fechou em € 2,62 bilhões – metade do resultado obtido em 2015.

Vendas de carros elétricos estão em ascensão

Ao contrário do cenário atual na Europa, a eletrificação avança a passos largos na China, onde marcas como a BYD conquistaram milhares de clientes. Por lá, as vendas de carros a combustão estão em declínio. 

Em contrapartida, o volume de veículos híbridos plug-in e elétricos comercializados na China cresceram 43% em agosto, passando de 1 milhão de unidades. No ano, as vendas de modelos eletrificados já passaram a marca de 6 milhões de unidades.