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Volkswagen prepara fornecedor para crescimento maior em 2018

Vendas da marca avançam o dobro acima da média do mercado
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Redação AB

22 fev 2018

4 minutos de leitura

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A Volkswagen começou a preparar seus fornecedores para crescimento da produção em 2018 acima de 15%, maior do que a inicialmente projetada. Em janeiro as vendas do mercado brasileiro avançaram 22% e as da VW cresceram o dobro, 45%, elevando em três pontos porcentuais, para 15,3%, o market share da marca, que passou a Fiat e tomou o segundo lugar no ranking das mais vendidas no Brasil. “A crise ficou no passado”, avalia Pablo Di Si, presidente da Volkswagen Brasil e América do Sul.
“Em outubro passado nos reunimos com vários fornecedores, para prepara-los para expansão da produção acima de 15%, mas vimos que eles esperavam de 5% a no máximo 10%. Fiz então uma reunião com nosso comitê executivo e disse que teríamos problemas com isso, pois o pior que pode acontecer agora é faltar matéria prima para produção de peças e não ter carros para entregar, justamente no momento em que os clientes estão voltando às lojas”, contou Di Si.
Segundo o executivo, a Volkswagen começou a promover ações para ajudar a recuperar a cadeia de suprimentos; entre elas, intermediou uma aproximação de cerca de 30 fornecedores com o BNDES, para viabilizar financiamentos em produção e capital de giro. Tudo para garantir o abastecimento das fábricas no Brasil e na Argentina.
Di Si diz que os lançamentos feitos a partir de 2017 começaram a fazer efeito positivo. “O Polo lançado há menos de um ano já é o quarto carro mais vendido do País e caminha para ser o terceiro, isso abriu o fluxo de loja, os clientes estão comprando, mesmo quando não acham o modelo optam por outro, como o Gol. O mesmo ocorre com o Virtus que começamos a faturar para a rede há apenas duas semanas. A pré-venda da nova Amarok V6 esgotou todas as 450 unidades disponíveis em 24 horas. Tudo indica que devemos crescer mais do que projetamos”, confia o executivo.

FÁBRICAS EM RITMO ACELERADO

Com esses resultados, São Bernardo do Campo (SP), onde são produzidos Polo e Virtus, já trabalha em três turnos desde outubro do ano passado, após o retorno de mil funcionários que estavam afastados em layoff. A linha de motores EA211 da planta de São Carlos (SP) também opera 24 horas, pois além de fornecer para os propulsores 1.0 três-cilindros (aspirado e turbinado TSI) e 1.4 TSI para carros nacionais da marca, também tem contratos de exportação para México e Alemanha. Taubaté (SP) segue em dois turnos, mas deverá aumentar o ritmo com a introdução de novo produto. E no Paraná, em São José dos Pinhais, os 550 empregados em layoff deverão reabrir o segundo turno com o início da fabricação do SUV T-Cross, previsto para ser lançado no segundo semestre. Na planta argentina, que recebe investimento de US$ 650 milhões para modernização e instalação de nova cabine de pintura, um novo utilitário esportivo médio deve entrar em produção no ano que vem.
Di Si voltou a destacar que a Volkswagen vai lançar 20 novos produtos até 2020, sendo que Polo, Virtus e Amarok V6 são os três primeiros dessa safra, que ainda não contempla o segmento que mais cresce no Brasil e no mundo, o de utilitários esportivos. “A fatia de mercado de SUVs era de 4% a 5% apenas alguns anos atrás, agora esse patamar já está em 20% e tem potencial de ir a 30%. Dos nossos 20 lançamentos planejados, cinco são SUVs, começando com o Tiguan que chega em abril do México. Com esses produtos temos tudo para subir ao segundo lugar (no mercado brasileiro) e talvez até ao primeiro”, afirma Di Si.
Ele também promete progresso com as exportações, que em 2017 cresceram 52% para o recorde de 163 mil unidades, mas a grande maioria, 93 mil, para um único mercado, a Argentina. Atualmente a Volkswagen exporta a partir do Brasil para 15 países, todos na América Latina. Di Si prevê que este ano as vendas externas devem continuar a crescer, mas afirma que o desafio a partir de agora é conquistar clientes fora da região. “Queremos acrescentar às nossas exportações de cinco a dez países fora da América do Sul”, diz.