
Em nome de competitividade, a Volkswagen planeja um corte de custos da ordem de € 10 bilhões, quase US$ 11 bilhões. O plano é reduzir em ⅕ as despesas administrativas da marca alemã.
A informação vazou por meio de um memorando interno da empresa enviado a funcionários, ao qual a agência de notícias Reuters teve acesso. O documento diz que a redução de custos da Volks passa por meio de cortes no pessoal, mas com planos de aposentadorias parciais ou antecipadas, em vez de demissões.
“O que está claro é que precisaremos operar com menos pessoas em muitas áreas na Volkswagen no futuro”, disse o CEO da marca VW, Thomas Schaefer, aos funcionários, de acordo com o memorando obtido pela Reuters.
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Outras iniciativas para o corte de custos da Volkswagen passam pela redução dos ciclos de produtos, de 50 meses para 36 meses, e nos tempos gerais de desenvolvimento e produção.
A marca também deve voltar atrás na construção de um novo centro de pesquisa e desenvolvimento orçado em € 800 milhões, em Wolfsburg (Alemanha).
Assim como outras montadoras, a Volks também foi abalada pelo aumento da inflação e dos custos energéticos na Alemanha. Sem falar na concorrência feroz dos produtos eletrificados chineses e na guerra de preços iniciada pela Tesla.
A produção na principal fábrica da marca em Wolfsburg registra, em 2023, uma de suas piores médias da história. O volume de produção foi de 453 mil veículos entre janeiro e novembro, com estimativa de fechar o ano em 500 mil, bem aquém das 780 mil unidades/ano registradas entre 2010 e 2020.