
Ter número menor de trabalhadores no Programa de Proteção ao Emprego, que permite diminuir a jornada de trabalho, é uma das possibilidades para que a montadora alcance a produção mensal de 50 mil carros nos próximos dois meses. O volume irá reabastecer a rede e retomar as exportações depois de as fábricas brasileiras da companhia terem enfrentado quase sete semanas de interrupção pela falta de peças, que levou ao cancelamento de contratos com o Grupo Prevent (leia aqui).
Segundo Powels, a parada afetou a venda de todos os veículos da gama da marca. “Não houve um modelo ou fábrica mais prejudicado.” A Volkswagen aponta que, para retomar a produção, foi necessário reunir o trabalho de 12 fornecedores. Há ainda componentes sendo feitos dentro da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) por funcionários da própria montadora.
O presidente da companhia falou ainda sobre a provável recuperação do mercado de automóveis do País em 2017: “Parece mesmo que chegamos ao fundo, ao pior momento. O ano que vem não será nenhum milagre. Acredito em alta de cerca de 5%”, projeta. O executivo tem esperança nessa pequena retomada como consequência da aparente definição do cenário político após o impeachment. “Mas ainda falta confiança, as pessoas estão com medo de perder o emprego”, afirma.
Powels falou também sobre a recente mudança que estendeu seu comando para toda a América do Sul. “Estamos transferindo 65 pessoas da Alemanha para a região. São 29 países, com 500 milhões de habitantes e vendas anuais de 4,4 milhões de veículos por ano.” Os quatro principais mercados do continente para a Volkswagen são Brasil, Argentina, Peru e Chile.