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Volkswagen retoma produção nas fábricas de São Paulo

Operação das unidades ficou parada por 10 dias em função da falta de peças de fornecedores do RS
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Ana Paula Machado

04 jun 2024

2 minutos de leitura

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As fábricas da Volkswagen no estado de São Paulo, que estavam paradas desde 20 de maio, retornaram à operação na segunda, 3. No início de maio, a montadora protocolou férias coletivas para as unidades de São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos em função da falta de componentes que são produzidos no Rio Grande do Sul. 

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na unidade da Anchieta, no ABC paulista, dos 8 mil funcionários, 4 mil estavam em férias coletivas e retornaram ao trabalho. A parada de produção na unidade foi de 10 dias. 


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Já em Taubaté, cerca de 1,8 mil metalúrgicos retornaram das férias coletivas. A aplicação da medida também ocorreu por um período de 10 dias. Em São Carlos, onde a Volkswagen fabrica motores, a produção ficou parada por 11 dias. 

“A Volkswagen do Brasil informa que retomou hoje (3/6) a produção de suas fábricas Anchieta, Taubaté e São Carlos (SP). As unidades estavam em férias coletivas desde 20 maio em função de alguns fornecedores de peças do Rio Grande do Sul ficarem impossibilitados de produzir por conta das fortes chuvas no Estado. A fábrica de São José dos Pinhais (PR) seguiu produzindo normalmente nesse período. A Volkswagen do Brasil se solidariza com o povo sul-rio-grandense e reforça sua convicção de que a reconstrução desse estado será realizada com a mesma grandeza dos gaúchos”, informou a montadora por meio de nota.

A fábrica da Volkswagen de Anchieta é responsável pela produção de Nivus, Saveiro, Virtus e Polo GTS. Já a de Taubaté monta as demais versões do Polo, incluindo a Track.

Importação de peças para manter produção

O presidente da empresa para a América do Sul, Alexander Seitz, disse, em evento de fornecedores em maio, que a companhia negocia a importação de componentes para abastecer as fábricas no Brasil e manter as linhas de produção em plena operação, após a catástrofe no Rio Grande do Sul. A montadora deve receber peças de empresas dos Estados Unidos, Alemanha, México e China.

“A situação não é fácil. Estamos buscando alternativas no mundo inteiro para não parar de produzir. Na semana passada estive na China e, nesta semana, nos Estados Unidos”, disse o executivo. “Tenho 36 anos no setor automotivo e, por isso, muitos contatos. A nossa proposta é fazer um pedido firme com alguns fornecedores com volume e período definidos.”

Segundo o executivo, no Rio Grande do Sul não estão instalados tantos fornecedores da Volkswagem. “Não são tantos, se contam nos dedos, mas são de grande importância para a nossa operação.”