
O grupo também reverteu o prejuízo operacional de € 4 bilhões em 2015 para um lucro operacional de € 7,1 bilhões em 2016, com margem operacional de 3,3%.
A liquidez da divisão automotiva cresceu consideravelmente, de € 24,5 bilhões para € 27,2 bilhões, alta de 11%. As vendas do grupo tiveram leve aumento, de quase 4%, para pouco mais de 10,3 milhões de unidades em todo o mundo, com uma produção crescendo no mesmo nível. Isso representa uma forte política de gerenciamento de estoque, além de significar um alento quanto a redução de custos. No balanço, a Volkswagen destaca ainda uma persistência maior das dificuldades em mercados como os do Brasil e da Rússia ao longo de todo o ano passado. Por aqui, a montadora vendeu 36% menos em 2016 (leia aqui).
“Como os números mostram, a Volkswagen está muito bem posicionada em termos operacionais e financeiros, o que nos torna otimistas em relação ao futuro. A nova estrutura com mais responsabilidades descentralizadas fortalecerá as nossas marcas e regiões e aumentará a nossa proximidade com os clientes, tornando-nos mais rápidos e mais focados e eficientes, o que nos permitirá fazer um uso mais centralizado nos pontos fortes do nosso grupo e em seu potencial para sinergias”, disse o CEO do Grupo VW, Matthias Müller.
Como parte de seu plano estratégico Together 2025, que visa, entre outras ações a redução de custos – o que também ajudou a companhia a apurar tais resultados em 2016 – a Volkswagen anunciou que está limitando os salários variáveis (bônus) de altos executivos do grupo, a partir de um novo sistema de que envolve os membros do conselho de administração. O limite máximo ficou acertado em € 2,1 milhões para o presidente do conselho e em € 1,35 milhões para os demais conselheiros. A remuneração máxima anual ficou em € 10 milhões para o presidente e em € 5,5 milhões para os demais membros. Segundo a empresa, esta mudança significa uma redução de 40% se comparada com o sistema anterior.
Tais pagamentos estão condicionados a um bom desempenho anual: só serão pagos se a companhia alcançar seus objetivos financeiros. O grupo determina que nenhuma remuneração variável seja paga se o lucro operacional ficar abaixo dos € 9 bilhões, com um retorno de vendas de 4%, incluindo os resultados vindos da China.