

Inicialmente, a marca Scout venderá um SUV e uma picape elétricos. Ambos desenvolvidos especialmente para o mercado norte-americano.
Futuramente haverá versões com autonomia estendida garantida por um pequeno motor movido a combustão, cujo papel será de servir de gerador de energia, sem conexão direta com as rodas.
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A ideia inicial era que a Scout fosse uma marca 100% elétrica, mas a fabricante disse ter ouvido a opinião de alguns motoristas sobre preocupações com infraestrutura de recarga.
Investimento bilionário inclui nova fábrica no país

Os planos para a Scout são ambiciosos. A VW está investindo US$ 2 bilhões para construir uma fábrica na Carolina do Sul, com expectativa de iniciar a produção de veículos em 2027.
As versões elétricas terão autonomia de até 560 km e as configurações com autonomia estendida prometem rodar até 800 km.
Marca de SUVs e picapes vai seguir os passos da Tesla

Assim como a rival Tesla, a Scout vai abrir mão do modelo tradicional de concessionárias e promete vender seus veículos de forma direta.
O CEO da Scout, Scott Keogh, estima ter 36 concessionárias no país quando as vendas da marca de carros elétricos da Volkswagen se iniciarem, e que esse número pode aumentar para 100 no futuro.

Em entrevista à Reuters, o executivo disse que os modelos da Scout são projetados para lembrarem veículos tradicionais, mas sem tantos elementos futuristas comuns à maioria dos carros elétricos.
“Eles (clientes) querem botões de verdade e uma maçaneta que podem operar. Existe aquele sentimento de amor e nostalgia dos anos 60 e 70 com alguns toques de modernidade”, disse.
SUV é misto de Defender, Land Cruiser e Bronco

A Scout vai iniciar suas operações com o SUV Traveler e a picape Terra – ambos vão custar menos de US$ 60 mil. A meta da fabricante é produzir 200 mil veículos por ano, e os SUVs devem corresponder de 65% a 70% do volume total.
Keogh afirmou que o Traveler é “uma espécie de combinação de Defender com Land Cruiser e Bronco”, em alusão a três modelos de bastante sucesso de Land Rover, Toyota e Ford, respectivamente.
A Terra marcará a volta da VW ao segmento de picapes, do qual está ausente desde meados dos anos 80.
Nova Scout surgiu nos anos 2020

Os alemães são donos da Scout desde o começo dos anos 2020, quando o grupo Traton, subsidiária do Grupo Volkswagen que hoje é uma das maiores fabricantes de veículos comerciais do mundo, adquiriu a antiga Navistar International.
A nova marca deriva diretamente da International Scout, que fabricou veículos off-road de 1960 a 1980.
