
A montadora realizou testes internos e constatou que o software não influencia a performance ou o nível de emissões do modelo. Segundo a empresa, o veículo “atende plenamente aos limites de emissões estabelecidos por lei, sem prejuízo ao meio ambiente”. O recurso nem seria necessário no Brasil, onde a legislação de controle de poluentes ainda não é tão apertada quanto a de países europeus e dos Estados Unidos.
Com a constatação, a empresa aponta ter mais um argumento para suspender as multas que recebeu no Brasil por causa do dieselgate de R$ 50 milhões do Ibama e de R$ 8,5 milhões do Procon-SP. Desde que foram anunciadas, ainda em 2015, a Volkswagen vem contestando as penalidades.
Ainda que a montadora garanta não ter trapaceado no Brasil, não vai ser tão simples se livrar do prejuízo. Na segunda-feira, 4, a Proteste, associação dos consumidores, enviou ofício à companhia e ao ministério público que pedia a extensão para o País do acordo firmado nos Estados Unidos recentemente (leia aqui). A empresa acertou pagar na América do Norte total de US$ 15 bilhões em penalidades.