Este é mais um desdobramento da crise no Grupo Volkswagen, que foi acusada nos Estados Unidos de instalar software nos carros para manipular os resultados de testes de emissões. Até então não estava confirmado se o truque tinha sido usado também na Europa. A Volkswagen admitiu ter colocado o sistema em 11 milhões de veículos. A consultoria Focus2Move estima, no entanto, que o número de carros envolvidos é muito maior, perto de 40 milhões de unidades em todo o mundo (leia aqui).
O escândalo deve ter consequências para as outras montadoras também. Políticos europeus já discutem a possibilidade de tornar mais rigorosos os testes de emissões na região para inibir fraudes. O próprio Dobrint admitiu à imprensa que passará a fazer testes aleatórios, sem aviso prévio, em carros vendidos na região. A medida afetará todas as marcas, não só as do Grupo Volkswagen.
NOVOS CORTES
Dentro da Volkswagen, o primeiro grande efeito do escândalo foi a saída de Martin Winterkorn, que renunciou ao cargo de CEO da organização na quarta-feira, 23. Pelo menos mais quatro executivos de alto escalão têm seus cargos ameaçados. A imprensa europeia aponta que o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Audi, Ulrich Hackenberg, e o responsável pela engenharia da Porsche, Wolfgang Hatz, devem ser demitidos na sexta-feira, 25, data em que acontece a reunião do conselho da companhia.
Michel Horn, atual responsável pela operação da companhia nos Estados Unidos também está na lista dos próximos executivos a deixarem a empresa. O mais cotado para assumir a posição dele é Winfried Vahland, que hoje é líder da Skoda. O chefe de desenvolvimento da marca Volkswagen, Hainz-Jakob Neusser, é outro citado entre os próximos a seguirem os passos de Winterkorn.
Em breve o grupo terá de nomear um novo CEO. Jornais alemães sinalizam que o atual CEO da Posche, Matthias Mueller, será o escolhido para a posição.