
Na prática, a impressora fabrica peças que vão compor os protótipos, que por sua vez devem representar fielmente o veículo a ser lançado.
“O protótipo é o primeiro modelo físico de um projeto de automóvel. Construi-lo é fundamental para verificar se o projeto atende às expectativas. Ao cria-lo, é possível analisar profundamente diversos aspectos, entre os quais o encaixe das peças, a fixação, montagem e possíveis interferências”, afirma o supervisor da engenharia de protótipos, Francisvaldo Gomes Aires.
É possível com a impressora 3D imprimir (produzir) peças em resinas em questão de horas ou de minutos, dependendo do tamanho do componente. Entre as peças que podem ser impressas estão faróis, lanternas, telas de som, revestimentos de colunas, saídas de ar do painel de instrumento, calotas etc. No equipamento, que pode funcionar por 24 horas, é possível imprimir mais de uma peça por vez.
“Com a impressora 3D, conseguimos acelerar a fabricação de peças para os protótipos, pois elas são feitas muito mais rapidamente e a um custo muito inferior do que se tivéssemos de fabricar peças idênticas às de um veículo de série, com os mesmos materiais, em quantidade reduzida. Uma peça pequena, que levaria semanas para ficar pronta, fazemos em um dia na impressora 3D”, completa o engenheiro.
As peças em resina são complementares ao protótipo, que terá uma carroceria completa e toda a parte mecânica feitas com os mesmos materiais de um veículo comum.
Também na impressora são criados dispositivos da resina plástica que ajudam os funcionários na hora da montagem de veículos que são produzidos em série. Essas peças que também são conhecidas como chapelonas servem como moldes para apoiar sobre a carroceria e orientar os pontos exatos de montagem de componentes, como colar o logo, fixar vidro ou centralizar o painel de instrumentos. Antes, esses moldes eram feitos manualmente.
“Com a impressora 3D, o processo de fabricação dos dispositivos que auxiliam os operadores na montagem final se tornou altamente inovador e eficiente. A impressora proporciona ganhos em produtividade, tempo de produção dessas peças e padronização, além de evitar o desperdício de material”, afirma o diretor da fábrica Anchieta, Mário Rodrigues.
