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Volkswagen volta a produzir com novos fornecedores

Depois de interromper as atividades por cerca de um mês, a Volkswagen começa a retomar a produção em suas fábricas brasileiras. Na sexta-feira, 16, voltaram a operar as plantas de Taubaté (SP), responsável pela produção do Up!; de São Carlos (SP), onde são feitos motores; e de São José dos Pinhais (PR), que monta os carros da família Fox e o Golf. Na próxima semana o complexo industrial da Anchieta, no ABC Paulista, também deve reiniciar a operação. Comunicado distribuído pela empresa reforça que o objetivo é normalizar as atividades gradativamente.
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Redação AB

16 set 2016

2 minutos de leitura

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A longa parada nas fábricas foi caudada pela falta de fornecimento de componentes fabricados por empresas do Grupo Prevent. Desde março de 2015 a Volkswagen tinha dificuldade para entrar em um acordo com o fornecedor, que descumpriu uma série de acordos e deixou a montadora sem abastecimento por mais de 160 dias, considerando todas as plantas.

Diante do problema, a empresa rescindiu os contratos e conseguiu autorização judicial para reaver seu ferramental, que estava em comodato nas plantas destes fornecedores. A maior parte dos funcionários das fábricas da montadora teve as férias coletivas antecipadas e ficou em casa neste período.

Agora, para retomar a produção, a Volkswagen aponta ter nomeado cerca de 10 fornecedores para suprir a entrega dos componentes que eram feitos pelas empresas do Grupo Prevent, mas não revela os nomes dos novos parceiros. A parada nas fábricas da companhia nos últimos trinta dias impactou os resultados da indústria automotiva. Segundo a Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos, a quebra no volume afetou o já lento processo de recuperação dos volumes de carros feitos no Brasil (leia aqui).

GRUPO PREVENT VAI DEMITIR

A Keiper, uma das empresas do Grupo Prevent, aponta que o cancelamento do contrato pela Volkswagen deve acarretar a demissão de 900 funcionários. Segundo a fornecedora, 85% de seu faturamento dependia das entregas à montadora. A empresa aponta que os problemas começaram quando a fabricante de veículos decidiu negociar reajustes de preços defasados em mais de 20% por longo período (leia aqui).