Custaria apenas 40 centavos de dólar carregar a bateria do Volt, tornando o carro surpreendentemente econômico.
O Volt, no entanto, custará US$ 40 mil. Será preciso conquistar incentivos fiscais e obter avanços técnicos nas próximas gerações para diminuir esse valor para popularizar o uso do veículo.
As exigências da legislação americana sobre emissões veiculares devem empurrar a comercialização do carro.
Baterias, lítio e meio ambiente
Merece atenção a contabilidade do impacto ambiental do Volt. Em operação, o carro terá baixo nível de emissões quando o pequeno motor a combustão estiver funcionando; no modo elétrico, as emissões serão praticamente zeradas.
As preocupações ambientais se estendem à reciclagem do veículo, especialmente no que diz respeito às baterias de ion lítio e sistemas eletrônicos. O problema deverá se tornar crescente à medida que outros híbridos e elétricos emplaquem no mercado.
A disponibilidade de lítio para a produção de baterias é outro desafio. As reservas do metal estão concentradas na Bolívia. O produto, bastante reativo, é encontrado em pequenas proporções e sua exploração econômica é difícil.
O presidente boliviano, Evo Morales, cuida de proteger as reservas de lítio – sabendo que haverá um interesse crescente dos fabricantes de baterias.
Enquanto todas as atenções se voltam para as baterias de ion lítio, um fabricante suiço produz baterias à base de cloreto de sódio, totalmente ecológicas mas menos eficientes. A Fiat Automóveis produz em escala reduzida no Brasil, junto com a Itaipu Binacional, veículos elétricos com base nessa fonte de energia.