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Volta a 3,5 milhões de carros/ano só em 2025

O patamar recorde registrado em 2013, quando foram vendidos 3,57 milhões de veículos no mercado brasileiro, só deve voltar a acontecer na metade da próxima década. A estimativa foi apresentada por Jomar Napoleão, consultor sênior da Carcon Automotive, no Workshop Legislação Automotiva, realizado por Automotive Business em São Paulo, na segunda-feira, 14.
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Giovanna Riato

14 set 2015

3 minutos de leitura

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O consultor acredita que as vendas cairão para 2,45 milhões de veículos leves em 2015, com expressiva queda de 31% na comparação com 2014. Este patamar deve se manter estável em 2016, com expansão lenta e gradativa a partir de então até que as vendas cheguem a 2,79 milhões de automóveis e comerciais leves em 2019. “De qualquer maneira, ainda que lenta, vemos que há retomada”, resume Napoleão. Na análise do especialista, a produção somará 2,39 milhões de unidades em 2015, com evolução para 2,9 milhões de carros até 2019.

Enquanto a melhoria das vendas de novos não acontece, o consultor destaca que outro segmento ganha força no mercado brasileiro, o de carros usados. Ele enfatiza que a proporção de vendas de seminovos em relação aos zero-quilômetro cresce rapidamente. “Muitos consumidores que compraram novos de entrada no passado estão hoje investindo em automóveis com até três anos de uso, melhor equipados e por preços mais em conta”, esclarece.


CAMINHÕES

A Carcon avalia que o impacto da retração econômica no setor de caminhões é mais severo não apenas pelo segmento ser mais sensível às variações da economia. Carlos Reis, diretor da consultoria, acredita que houve uma bolha no segmento nos últimos anos causada pelo estímulo às vendas por meio do PSI, que reduziu as taxas de juros para, em média, 7% ao ano. “Houve crescimento artificial que resultou na compra de 200 mil veículos a mais, o que representa hoje 17% da frota”, estima.

Ainda que as vendas de novos tenham diminuído 46% ao longo de 2015, Reis destaca que a demanda por caminhões usados já chega a 380 mil unidades, com queda de apenas 1,3% na comparação com o ano passado. “Isso mostra que ainda tem gente comprando, que há interesse”, aponta.

Para que os negócios voltem a se aquecer, além da baixa demanda por frete, a Carcon aponta que as transportadoras enfrentam outros problemas. Um deles é a subida dos custos, que chegaram a ficar 8% maiores com o aumento do preço do diesel. A situação se agrava com a queda do preço do frete, que ficou, em média, 14% menor.

Diante disso, a consultoria projeta mercado interno de apenas 75 mil caminhões em 2015. Se concretizado, o volume representará queda de 45,3% na comparação com 2014 e de 50% em relação à média dos últimos quatro anos, período em que, segundo Reis, o mercado brasileiro estava sob efeito da bolha criada pelo PSI. A produção do segmento deve ficar em 91 mil unidades. A expectativa é de que as vendas voltem a superar a barreira das 100 mil unidades somente em 2020, quando chegariam a 105 mil.