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Volvo Bus: Suécia mais competitiva que o Brasil

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Giovanna Riato

05 jul 2011

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

A Volvo Bus é um caso raro no atual cenário da indústria automotiva nacional. A companhia exporta cerca de 30% dos veículos que produz na fábrica paranaense de Curitiba, mesmo diante da crise de competitividade que o setor enfrenta.

Apesar disso, Luís Carlos Pimenta (foto), presidente da montadora para a América Latina, diz que é cada vez mais difícil manter esse ritmo. “O custo Brasil e a logística já são complicadores. Agora temos ainda o encarecimento da mão de obra”, alerta. Para o executivo essa é uma das maiores preocupações e pode representar um tiro no pé da indústria local. O segmento de ônibus enfrenta um problema adicional, já que produz em menor escala e, por isso, tem preços menos favoráveis com os fornecedores do que o setor de caminhões, por exemplo.

Segundo Pimenta, a saída para não perder encomendas é trazer veículos da Suécia em momentos em que não é viável exportar do Brasil para os vizinhos da América Latina. Pimenta afirma que, apesar da mão de obra valorizada, o país europeu é exportador por vocação. “Eles têm eficiência logística”, destaca.

O executivo acompanhou a divulgação do estudo sobre a competitividade da indústria nacional, realizado pela Anfavea. ”O levantamento foi muito bem feito mas precisamos avançar com ações”, acredita. Na visão dele, o Brasil conta com a vantagem de ter um mercado interno forte mas, sem competição externa, as empresas podem perder o interesse em investir. “Ninguém quer ficar exposto às fraquezas do País”, aponta.

Pimenta acredita que uma das vantagens da produção local é a qualidade. Segundo ele, a Volvo tem na fábrica do Paraná alguns índices superiores aos do exterior. A cadeia de fornecedores estruturada é mais uma segurança da operação brasileira da companhia, que está fechando contratos para iniciar a montagem de um modelo de ônibus híbrido que combina um motor diesel e um elétrico. “A relação com fornecedores não pode ser oportunista”, diz Pimenta, explicando o motivo de apostar novamente no Brasil para produzir uma nova linha de produtos.