
“A Volvo terá em breve fábrica na China, projeto que já está sendo aprovado pela matriz. No Brasil, continuará a estratégia de importação, mesmo com o Inovar-Auto, que nos limita a uma cota anual de 3 mil veículos importados sem o IPI majorado”, apontou.
Segundo o executivo, a Volvo não quer entrar na futura “guerra” dos veículos premium fabricados no País. “A nossa visão é outra, pois o nosso público é diferenciado. É aquele que paga mais de R$ 110 mil por um veículo de altíssima qualidade e segurança e que, sobretudo, reconhece o valor da marca Volvo. Acredito que as fabricantes de luxo que estão vindo para o Brasil poderão ter suas marcas prejudicadas a médio prazo. Eles vão ter de trabalhar com altos volumes produtivos para justificar o investimento em suas fábricas. Mas, para produzir mais, terão de vender mais. E a única alternativa para isso será tirar vários equipamentos de série a fim de que seus modelos se tornem mais acessíveis ao mercado brasileiro. A Volvo jamais faria isso, pois prejudicaria a sua imagem.”
Até mesmo a produção local por meio do Grupo Geely, seu acionista majoritário, está descartada. Solti enfatizou: “Geely é Geely. Volvo é Volvo. Essas duas empresas não vão se misturar no Brasil. A Geely pode até produzir veículos da Kia por aqui, mas o mesmo não acontecerá com os modelos Volvo”, disse, em alusão ao fato de Geely e Kia serem representados no Brasil pelo mesmo Grupo Gandini.
Com a cota de 3 mil carros por ano, a Volvo espera emplacar no ano que vem 1,8 mil unidades do XC60 (SUV), seu líder de vendas, 300 dos modelos S60 (sedã) e V60 (perua), 700 do V40 (hatch) e cerca de 200 de um novo veículo a ser lançado em 2014.