
Mundialmente, diante da queda de diversos mercados, principalmente na América do Norte e na Europa, o Brasil passou a responder por 5% dos negócios da companhia (eram 3% em 2008). A América Latina ficou com 7%, a mesma a fatia anotada no ano passado pelos países anglo-saxônicos.
“Aumentamos a oferta de produtos para aproveitar o momento favorável. De alguma maneira a estratégia funcionou e o desempenho em 2009 não foi prejudicado”, afirmou o presidente da Volvo Construction, Yoshio Kawakami.
A expectativa do executivo é de participação crescente da América Latina nos negócios da empresa, depois de um faturamento de US$ 373 milhões em 2009. Com uma visão positiva sobre a evolução do mercado, ele projeta receita de US$ 430 milhões em 2010.
Apesar do bom panorama para os negócios no Brasil, Kawakami admite que o País perca participação no total de vendas, já que outros mercado, mais afetados pela crise financeira mundial, apresentem uma recuperação mais forte neste ano.
Uma dos pontos que deverão beneficiar o mercado em 2010 é a retomada da produção, que sofreu forte queda por conta do alto nível dos estoques e da queda nas exportações. No ano passado, a produção caiu 50% na comparação com o ano anterior, quando foram montadas 3 mil máquinas na planta de Pederneiras, SP.
“A produção em 2009 foi para atender o mercado local”, ressaltou Kawakami. Para este ano ele prevê que a produção alcance ou mesmo supere a volume atingido em 2008.
Outro destaque a Volvo Construction Latin America é o investimento de US$ 10 milhões este ano no País, acima da média anual de US$ 5 milhões. A modernização da planta será uma dos principais destinos do aporte.