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Volvo e sindicato chegam a acordo e paralisação termina em Curitiba

Terminou na manhã da quinta-feira, 19, a paralisação na fábrica da Volvo em Curitiba (PR) iniciada no último dia 10 (leia aqui). Após uma nova rodada de negociações, empresa e sindicato chegaram a um acordo que prevê a manutenção dos 400 empregos excedentes até 5 de dezembro deste ano.
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Redação AB

19 mai 2016

2 minutos de leitura

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Em contrapartida, a PLR (participação nos lucros e resultados) foi mantida, mas reduzida em R$ 5 mil do resultado final. Estes R$ 5 mil serão pagos em junho próximo e o resultado final da PLR será negociado na data-base, em setembro deste ano.

Também foi acordado a abertura de um PDV (Programa de Demissão Voluntária) até o dia 5 de dezembro para todos os funcionários, com incentivo de 1,5 a quatro salários, além da antecipação da PLR, aviso prévio, verbas rescisórias, seguro desemprego e isenção do imposto de renda sobre indenizações e quitação do contrato. Caso ainda exista excedente de mão de obra em dezembro, ficou definido um pacote de PDI (Programa de Demissão Involuntária) com 1,5 a quatro salários para os trabalhadores.

Os dias parados durante o protesto serão incluídos em banco de horas com compensação sem data.

“A mobilização dos trabalhadores e do sindicato fez a empresa reconhecer que o bom senso é o melhor caminho. Não é a demissão de trabalhadores que vai resolver o problema econômico. Com esse acordo, a Volvo mantém sua mão de obra especializada e o trabalhador tem segurança e tranquilidade para se dedicar ao seu trabalho e ajudar a empresa na retomada econômica que, esperamos, venha logo”, disse em nota o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, Sérgio Butka.

Também em nota, a Volvo declara que a oferta feita aos funcionários “é fruto de um grande esforço que a companhia vem fazendo num dos piores momentos da indústria automotiva brasileira e numa das mais dramáticas crises econômicas enfrentadas pelo País”. A montadora ressaltou sobre a necessidade de adotar medidas para amenizar a crise que derrubou as vendas de caminhões pesados em 60% em 2015. “A situação não melhorou este ano. Somente nos quatro primeiros meses de 2016 a queda é de 27%. Com volumes menores desde o ano passado, a empresa vem carregando um excedente de 400 funcionários”, completa.

Atualmente a companhia emprega 3,2 mil trabalhadores em sua unidade paranaense que é responsável pela montagem de caminhões e ônibus para o mercado latino-americano.