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Volvo e Tesla suspendem produção após ataques no Mar Vermelho

Ação do grupo rebelde dos houthis está desviando embarcações para a África
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Vitor Matsubara

15 jan 2024

2 minutos de leitura

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Volvo e Tesla decidiram paralisar suas produções temporariamente por causa dos recentes ataques no Mar Vermelho.

Desde novembro, navios comerciais são alvo dos houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã. O foco está nas embarcações que navegam pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, uma rota por onde passam 12% do comércio mundial. 


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A fábrica da Volvo em Ghent, na Bélgica, suspendeu suas atividades por três dias desta semana após navios terem sido redirecionados para fugir da área de conflito.

Já a Tesla vai paralisar a maior parte da produção de veículos em sua fábrica de Berlim (na Alemanha) de 29 de janeiro a 11 de fevereiro. A planta é responsável pela produção do Model Y para o mercado europeu.

A Volvo, que fabrica os modelos XC40 e C40 na Bélgica, também disse que os ataques não devem afetar volumes de venda e metas de produção.

De acordo com a empresa, as entregas de veículos e as metas de produção nas fábricas europeias em Gotemburgo (Suécia) não serão prejudicadas pela pausa.

VW acompanha situação atentamente

A situação não preocupa apenas as fabricantes citadas acima. Procurada pela reportagem da agência Automotive News, a Volkswagen afirmou que está trabalhando em conjunto com as empresas de transporte marítimo e monitorando a situação para medir possíveis impactos na produção para evitá-los na medida do possível.

Um porta-voz da fabricante afirmou que não espera uma restrição “significativa” no volume produtivo.

A Stellantis, por sua vez, aposta no transporte aéreo para evitar atrasos na entrega de componentes.

Custos aumentam em US$ 10 milhões por viagem

Grandes empresas de navios de transporte de containers, como a Maersk e a Hapag-Lloyd, estão evitando o Canal de Suez por conta dos ataques.

A saída é realizar uma rota mais longa pelo Cabo da Boa Esperança, na região da África, o que vem causando atrasos nas entregas e aumentando de forma expressiva os custos de navegação. 

Redirecionar um navio para lá acrescenta aproximadamente US$ 2 milhões apenas em gastos com combustível a cada viagem realizada entre a Ásia e o norte da Europa.