
O FH 20 anos tem, externamente, uma faixa colorida cruzando toda a lateral da cabine e o logotipo FH 20 anos, além do letreiro superior Globetrotter. As opções de cores são branco ou preto magic metálico.
Internamente, vem equipado com uma série de itens de fábrica: airbag, climatizador de ar, suspensão a ar na cabine, bancos em couro, volante em couro, rádio, CD, MP3, comandos no volante, uma faixa de madeira no painel, sensor de chuva, espelho frontal, trava elétrica com controle remoto, lâmpadas 3 Marias, luz de 5ª roda, e anel nas rodas dianteiras.
EVOLUÇÃO
O FH foi introduzido no mercado brasileiro no início de 1994 importado da Suécia. A produção local teve início quatro anos depois no complexo industrial da Volvo em Curitiba, no Paraná. O modelo foi o primeiro a contar com motor eletrônico. “Com o FH12 já foi possível fazer diagnóstico computadorizado de falhas”, lembra Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo no Brasil.
Um ano após começar a ser produzido no Brasil, em 1999, o FH passa pela primeira mudança, ganha um motor mais moderno, o D12C, computador de bordo central e uma nova arquitetura eletrônica. “O computador de bordo é uma importante ferramenta para o transportador e os frotistas, pois eles podem obter uma série de informações do caminhão, otimizar o desempenho e aumentar a produtividade do veículo”, lembra Sérgio Gomes, diretor de estratégia de caminhões do Grupo Volvo na América Latina.
Após mais quatro anos, em 2003, uma nova geração de caminhões FH é lançada com destaque para o novo design, assim como o motor D12D nas potências de 380cv e 420cv, além da recente opção de um propulsor com 460cv. Porém, a principal novidade era a caixa de câmbio eletrônica I-Shift, sem pedal de embreagem, que prometia o máximo de conforto para o motorista.
A quarta geração do FH é lançada em 2006 juntamente com o novo motor de 13 litros, caixa I-Shift com capacidade para até 60 toneladas, freio motor de até 500 cv, novos bancos e cama para o motorista, melhorias internas na cabine, suspensão a ar e freios a disco com EBS para alguns modelos.
Já em 2009, a Volvo destaca que o modelo FH passou a contar com um pacote completo de dispositivos de segurança ativa, tecnologias então inexistentes no Brasil. Os veículos podiam vir equipados com o ESP (controle eletrônico de estabilidade), faróis duplos de xenon, sensor de chuva, detector de atenção e cansaço, o piloto automático inteligente ACC (que diminui o risco de acidentes causados muitas vezes por desatenção do motorista), um sensor de ponto cego, o LKS (monitoramento de faixa de rodagem), faróis auxiliares de conversão, um espelho lateral auxiliar duplo, a tecnologia bluetooth, entre outros dispositivos.
Por fim, a última grande atualização do FH foi em 2012, quanto recebeu os motores Euro 5 com tecnologia SCR e um novo eixo traseiro sem redução nos cubos, dotado de uma carcaça fundida e com mais avanços tecnológicos. O próximo marco para o modelo no Brasil deve acontecer em breve. Sem entrar em detalhes sobre a data, a Volvo já admitiu que produzirá a nova geração do caminhão no Brasil. O modelo atual foi lançado na Europa em 2012, durante o IAA em Hannover – maior salão de veículos comerciais do mundo.
MERCADO
Tal como a maioria dos executivos do setor automotivo, Bernardo Fedalto, diretor comercial de vendas e marketing de caminhões Volvo no Brasil, é cauteloso ao falar sobre expectativas para 2014. ”Com a demora do governo para definir o Finame PSI, que saiu somente no fim de janeiro, só tivemos cinco semanas de vendas em 2014, o que é pouco para avaliar o desempenho do mercado”, comenta.
Fedalto diz que isso refletirá nos números de março e abril. ”Os resultados positivos apresentados neste primeiro bimestre são fruto do que já estava negociado, e não vai me surpreender se houver queda em março e abril”, afirma.
Outro fator que dificulta que sejam feitas previsões, na opinião do executivo, é a realização da Copa do Mundo em junho/julho no Brasil. Ainda assim, arrisca dizer que as vendas devem se manter no ritmo de 2013. ”A economia anda de lado mas estabilizou no topo, e temos indicadores que mostram que o consumo não diminuiu, com a venda de diesel e pneus”, afirma.