
“O lançamento do novo i-Shift no Brasil e também para os demais mercados sul-americanos representa o desafio da Volvo de sempre buscar a inovação e a evolução dos mercados onde atua”, declara o presidente do Grupo Volvo na América Latina, Wilson Lirmann. “Apresentar novas tecnologias ao País sempre gerou questionamentos sobre a necessidade destas inovações por aqui e se o mercado está disposto a pagar por isso. Foi assim quando lançamos a primeira geração do i-Shift em 2003; havia a incerteza se o mercado brasileiro iria assimilar esta tecnologia. E hoje, os resultados provam que esta foi uma decisão mais do que acertada: 100% dos caminhões FH saem de fábrica com o i-Shift e considerando as linhas FM e FMX, são 99%. Na linha VM, que oferece este câmbio há dois anos, o índice já chega a 84%”, comemora o executivo. Ele acrescenta: “A inovação está no simples: conseguimos entregar mais desempenho, mais eficiência de consumo. Não queremos trabalhar com o produto mais barato, mas com o que entrega a melhor produtividade”.
O gerente de engenharia de vendas da Volvo, Álvaro Menoncin, lembra da evolução das transmissões da companhia: na década de 1980, a duração de uma caixa mecânica (manual) variava de 250 mil a 350 mil quilômetros, subindo para até 450 mil na década seguinte. No início dos anos 2000, a montadora iniciou seu processo de migração e saída da transmissão mecânica para a automatizada – ou eletrônica, como a empresa define. Foi quando chegou a primeira versão do i-Shift, já concebida como uma nova caixa eletrônica, começando na faixa de 550 mil a 650 mil quilômetros de vida útil.
“A qualidade de materiais aliada a eficiência do sistema inteligente eleva ainda mais a vida útil da nova geração do i-Shift para mais de 1 milhão de quilômetros, trazendo mais disponibilidade do veículo para o cliente”, afirma Menoncin. “O câmbio conversa melhor com ele mesmo, com a eletrônica do caminhão e responde muito mais rápido ao motorista. Além disso, associado ao sistema i-See e aos sensores posicionados na caixa, esta nova geração entende perfeitamente o peso da carga transportada, bem como a topografia a sua frente, melhorando as trocas de marchas, oferecendo baixo consumo com maior velocidade média”.
No Brasil, quando foi lançada, o câmbio automatizado da Volvo era indicado para carga de até 45 toneladas, capacidade que foi superada para volumes acima deste limite com a segunda geração do i-Shift, que chegou por aqui em 2006, suportando até bitrens, uma necessidade cada vez mais crescente no País desde então. Com esta nova geração, o i-Shift proporciona desempenho melhorado em caminhões com motores de 540 cv.
OPCIONAIS
Disponível com 12 marchas mais quatro a ré, a sexta geração do i-Shift traz ainda novidades com mais duas opções alternativas para as linhas FH, FMX e FM com peso bruto total de até 300 toneladas: a primeira com 13 marchas e uma opção de super reduzida, que privilegia o arranque em condições mais adversas, seja em topografias mais acidentadas ou de regiões de serras, ajudando a manter a velocidade média no retorno com carga vazia, utilizando a última marcha denominada Overdrive.
A segunda opção é a caixa automatizada de 14 velocidades com super reduzida, indicada para operações de transporte de cargas indivisíveis, possibilitando ao caminhão rodar a velocidades muito baixas, de 0,5 a 2 km/h. “É muito útil em manobras de precisão, como em canteiros de obra, transporte de cargas muito grandes ou simplesmente em transporte de cargas que precisam rodar muito lentamente”, explica o também engenheiro de vendas da Volvo, Deonir Gasperin.
Nesta versão, é possível ainda especificar a caixa com duas marchas a ré adicionais mais curtas a fim de facilitar manobras de precisão para trás.