
Como parte do investimento de meio bilhão de dólares está o lançamento de novos produtos, como a nova linha VM, que consumiu em torno de R$ 150 milhões, e a nacionalização da última geração do FH, que certamente virá para o País, mas ainda não tem data para o lançamento. Integra o pacote ainda a modernização da planta da companhia no Paraná.
Roger Alm, presidente da empresa para a região, evita falar sobre a chegada de nova marca do grupo no Brasil e nega, inclusive, que o lançamento está confirmado. Apesar disso, executivos da companhia já admitiram a intenção de produzir e vender no País caminhões das marcas Mack, UD ou Renault, todas pertencentes ao grupo. O intuito fica ainda mais claro após o lançamento da nova linha VM, que enfatiza o posicionamento da Volvo no segmento de caminhões pesados, acima de 16 toneladas, deixando espaço para a chegada de outra família de produtos, que teria espaço livre para concorrer entre modelos mais leves.
O presidente da Volvo, aponta que o projeto ainda está em estudo, sem nenhuma decisão tomada. Para ele, caso a vinda da nova marca seja aprovada, a produção não será feita necessariamente em planta adicional dentro do
complexo industrial paranaense, que tem 1,5 milhão de metros quadrados. “Há muitas cidades que têm boas condições para a instalação de uma fábrica. Erguer a planta onde já produzimos talvez não seja a melhor opção. Tudo precisa ser avaliado”, explica.
ESTRATÉGIA
Enquanto a decisão não é tomada, o grupo foca em garantir o melhor rendimento a partir do portfólio atual de produtos, que inclui apenas a marca Volvo. Para que isso aconteça, Bernardo Fedalto, diretor comercial de caminhões para o Brasil, trabalha na ampliação da rede de concessionárias no País. Segundo ele, houve expansão de 20% entre 2008 e 2013, para 90 casas. “Esse crescimento pode parecer pouco expressivo, mas é importante enfatizar que ampliamos em 91% o número de boxes para manutenção, para 1.900”, enfatiza.
Para encarar a concorrência cada vez mais acirrada no segmento de pesados, que agora conta com Iveco Hi-Way e Ford Cargo extrapesado, a companhia seguirá trabalhando na capacidade de atendimento da rede. Segundo Fedalto, a intenção é chegar perto de dobrar a quantidade de concessionárias e de boxes nos próximos 10 anos.
A companhia também trabalha para alinhar a gama de veículos com os anseios dos clientes. “Tentamos sempre identificar no nosso produto o que podemos agregar de benefício para o cliente. Ainda assim, sabemos que não seremos competitivos em qualquer situação”, avalia, explicando que, para certas aplicações, pode haver necessidade de um caminhão mais simples.
